Utilizando a Tecnologia para Aumentar a Produtividade na Construção Civil

A tecnologia avança cada vez mais e esse ambiente digital que vem sendo composto por vários produtos altamente tecnológicos pode contribuir para o sucesso de qualquer mercado na atualidade, como na construção civil. A tecnologia é um grande triunfo do empresário que sabe ou que, no mínimo, está preparado para lidar com ela na sua rotina de trabalho, especialmente, quando o objetivo dele está centrado no aumento da produtividade de sua empresa. Afinal, as inovações tecnológicas estão no mercado para serem usadas e, a partir delas, você, empresário, pode aumentar a competitividade do seu negócio, garantindo também um aumento na produtividade da sua equipe.

Como usar a tecnologia a seu favor

Esse artigo está focado na possibilidade de usar toda a tecnologia disponível para os variados negócios que estão relacionados ao mercado da Construção Civil, especialmente, no que se refere a atingir um melhor gerenciamento de obras dentro da sua empresa. Muitas das tecnologias disponíveis no mercado podem e já estão sendo usadas para que a produtividade atual do setor da Construção Civil seja potencializada. Uma série de novas ferramentas tecnológicas estão sendo adotadas pelas empresas de Construção Civil, e usar essa tecnologia já não é mais algo tão novo assim. Isso acontece por que, cada vez mais, as demandas desse setor tem contado com prazos cada vez mais curtos que dependem de uma equipe que saiba trabalhar com as novas tecnologias, dividindo tarefas com tais inovações, para que o tempo gasto em cada atividade seja reduzido. Ou seja, a tecnologia não apenas contribui para que uma equipe preste os seus serviços de forma mais rápida, mas também aumenta a competitividade de uma empresa que bem sabe utilizá-la. Afinal, entregar um produto ou um serviço para o cliente a um prazo menor representa uma grande vantagem competitiva no mercado atual. Uma empresa que apresenta esse tipo de habilidade tecnológica, onde sabe usar o maquinário disponível no mercado a seu favor, pode apresentar isso como um diferencial no momento de conquistar novos clientes. Quando uma empresa de Construção Civil não consegue alinhar a sua estrutura de negócio com as novas tecnologias que estão surgindo, ela assume o risco de ter que responder por atrasos, por uma mão-de-obra que não tem boa qualificação, pela falta de planejamento e até por imprevistos que demorarão a ser solucionados, sem o apoio das ferramentas tecnológicas.

Por que você deve investir em novas tecnologias para a sua empresa?

As inovações tecnológicas não se resumem apenas aos aparelhos móveis de última geração ou a uma internet de alta velocidade. Essas tecnologias são as que estão mais presentes no nosso dia a dia, mas há muito mais nesse mercado que pode ser explorado pela Construção Civil. Como exemplos, temos as máquinas modernas, os materiais de trabalho inovadores e os escritórios funcionais que melhor se adaptam ao ambiente da sua empresa, além de fornecerem todo o suporte necessário para otimizar a área de trabalho dos funcionários. Porém, não basta apenas adquirir toda essa tecnologia e implantá-la na sua empresa. É preciso investir na qualificação da sua equipe para que seus funcionários saibam adaptar-se ao novo ambiente tecnológico que foi montado. Quando a tecnologia que você adquiriu é de qualidade e os seus subordinados estão preparados para trabalhar com ela, você consegue aumentar a produtividade geral da equipe e resolver uma série de problemas, sejam grandes ou pequenos, que antes atrasavam o serviço regular dos funcionários. As tecnologias tem mesmo esse papel: o de reduzir o tempo de trabalho que é investido em cada tarefa, trazendo resultados mais satisfatórios ao final do seu processo de produção. Outro método de trabalho que pode ser otimizado com o uso de novas tecnologias é o da Segurança do Trabalho. Muitos acidentes, por exemplo, podem ser evitados, desde que a empresa faça os devidos investimentos na implantação de tecnologias para resolver ou, pelo menos, compensar esse problema que é recorrente no mercado da Construção Civil.
Seguindo as dicas acima, você não só poderá adquirir uma tecnologia com mais consciência, como também motivar a sua equipe a realizar os serviços demandados de forma mais rápida, eficiente e, principalmente, econômica.
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Philips Lighting anuncia solução LiFi que permite dados em banda larga através da luz

A Philips Lighting líder mundial em iluminação, acaba de disponibilizar a Light Fidelity (LiFi), uma tecnologia na qual a iluminação LED de alta qualidade proporciona uma ligação à Internet de banda larga através das ondas de luz. Sendo a empresa de iluminação da Internet das Coisas, a Philips Lighting é a primeira empresa global de iluminação a disponibilizar luminárias preparadas para a LiFi no seu atual portefólio de luminárias de escritório.

“O potencial da LiFi na atual era digital é enorme, e, enquanto empresa líder mundial na área da iluminação, orgulhamo-nos de sermos pioneiros na oferta de serviços novos e inovadores aos nossos clientes”, afirmou Olivia Qiu, Diretora de Inovação, Philips Lighting.

“Ao contrário das frequências de rádio, que estão a ficar congestionadas, o espetro da luz visível é um recurso inexplorado, com uma grande largura de banda adequada à ligação estável e simultânea de um grande número e tipo de dispositivos da Internet das Coisas. Enquanto empresa de iluminação, garantimos que os nossos clientes desfrutam de uma luz de grande qualidade e eficiência energética, acompanhadas de uma conectividade da última geração.

Ligação à Internet de banda larga e iluminação de qualidade em simultâneo

A LiFi é uma tecnologia sem fios bidirecional e de alta velocidade semelhante ao WiFi, mas que utiliza as ondas de luz em vez das de rádio para transmitir dados. As luminárias de escritório da Philips Lighting dotadas da tecnologia LiFi garantem uma ligação de banda larga à velocidade de 30 Mb por segundo (Mb/s) sem comprometerem a qualidade da iluminação. A 30 Mb/s, os utilizadores podem transmitir vários vídeos com qualidade HD, em simultâneo e durante as suas videoconferências.

A Icade, uma empresa francesa de investimento imobiliário, está a conduzir um programa piloto desta tecnologia inovadora no seu escritório inteligente no La Defense, em Paris. “A LiFi é capaz de inovar radicalmente os escritórios. Enquanto líderes do nosso mercado, queríamos explorar as possibilidades desta tecnologia para os clientes atuais e futuros. Queremos demonstrar a tecnologia no nosso escritório inteligente no La Defense, portanto, e para além da conectividade estável, a qualidade da luz é crucial para nós”, afirmou Emmanuelle Boulin, Responsável pela Divisão de Investimento em Património Comercial da Icade.

Vantagens da LiFi

A LiFi tem vantagens em relação ao WiFi, porque pode ser usada em locais nos quais as radiofrequências possam interferir com o equipamento, como os hospitais, ou onde os sinais WiFi não tenham alcance ou potência suficientes, como no subsolo. Outros exemplos de utilização incluem ambientes que exijam segurança elevada; por exemplo, a secção administrativa de uma instituição financeira ou de um serviço estatal. A LiFi acrescenta uma camada adicional de segurança, uma vez que a luz não pode atravessar paredes sólidas e deverá estar sempre na linha de visão para se poder aceder à rede.

Como é que a LiFi funciona?

Todas as luminárias estão equipadas com um modem integrado que modula a luz a velocidades impercetíveis ao olho humano. A luz é detetada por uma chave/dongle USB de LiFi, ligada à tomada ou porta de um computador portátil ou tablet (esta tecnologia deverá vir a estar incorporada nos computadores portáteis e demais dispositivos). O dongle USB (ou chave anticópia) de LiFi passa os dados à luminária através de uma ligação de infravermelhos. Graças às luminárias Philips preparadas para a LiFi, os clientes beneficiam da dupla vantagem de terem uma boa luz LED energeticamente eficiente e uma ligação altamente segura, estável e robusta, uma vez que a LiFi possui um espetro 10 000 vezes maior que o do WiFi.

Porquê Usar a LiFi da Philips Lighting?

https://www.youtube.com/watch?v=e0XxTiThgVo

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Plano de manutenção, operação e controle [PMOC]

Cada vez mais os aparelhos de condicionamento de ar estão presentes em nosso convívio, seja em ambientes residenciais, comerciais, de lazer entre outros, tais aparelhos nos proporcionam um conforto e uma satisfação para realizarmos nossas atividades.

A qualidade de ar em ambientes condicionados é uma ciência que busca uma melhor qualidade de vida, uma vez que passamos 2/3 de nosso tempo em ambientes climatizados (ANVISA, 2000).

Como qualquer equipamento mecânico devemos também considerar as condições tanto de uso quanto de risco dos condicionadores de ar. Quando tratamos do risco à saúde, a atenção deve ser dobrada, já que os aparelhos de climatização interferem na circulação do ar natural, deste modo, manutenções preventivas são de suma importância. A partir deste cenário foi criado o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) que nada mais é que uma medida para monitorar essas manutenções e melhorar a qualidade do ar.

O PMOC foi incentivado após uma tragédia que aconteceu em 1998, o Ministro de Comunicações, Sergio Motta sofria de problemas pulmonares e acabou contraindo a bactéria Legionella pneumophil que levou ao seu falecimento. Essa bactéria foi encontrada nas tubulações de ar condicionado e após isso foi criada a Portaria MS 3.523/1998.

No entanto, a portaria aborda as exigências de limpeza e desinfecção dos sistemas de climatização com capacidade igual ou superior de 60000 Btu/h ou 5 TR (tonelada de refrigeração). As fiscalizações dos sistemas de climatização são realizadas pela Vigilância Sanitária e a falta do PMOC pode acarretar ao estabelecimento multas que podem variar entre R$ 2000,00 e R$ 200.000,00.

Menos da metade das empresas realizam manutenção preventiva ou preditiva em seus sistemas de climatização, embora estudos mostrem que uma boa manutenção pode reduzir os custos de energia ao mesmo tempo que aumenta a vida do equipamento, melhorando o conforto dos ocupantes e aumentando o tempo de atividade.

As manutenções no que dizem respeito aos sistemas de climatização são tão importantes quanto a sua instalação. A falta de comprometimento para com as manutenções e instalações realizadas por pessoal não especializado pode desfazer as preocupações do projeto de climatização. Um PMOC realizado continuamente pode melhorar o desempenho energético do equipamento em até 20%, sem contar a melhora no conforto e na saúde dos ocupantes.

Na maioria dos edifícios comerciais, os sistemas HVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) representam entre 30% e 50% do consumo total de energia. A realização correta do PMOC dos sistemas de ar condicionado pode aumentar sua eficiência e uma série de estudos quantificaram as economias de energia da manutenção.

Estabelecimentos que aderirem à obtenção do PMOC estão submetidos a uma série de vantagens, dentre elas;

  • Manutenções periódicas;
  • Carga Térmica dimensionada corretamente;
  • Economia de energia;
  • Reduz gastos com eventuais problemas dos equipamentos;
  • Aumento no conforto térmico;
  • Melhora a qualidade do ar, entre outras.

Por mais que manutenções preventivas nos aparelhos de ar condicionado sejam realizadas, o PMOC prevê algo que em sistemas mais complexos nem sempre são feitas, as limpezas nos dutos. Os dutos devem ser mantidos limpos de poeira, mofo e outros contaminantes para uma boa qualidade do ar interior. Eles também devem ser periodicamente inspecionados por vazamentos, pois isso pode causar perdas de energia alta. Com as manutenções nos dutos é possível realizar com maior precisão medições de desempenho, tais, medições recomenda-se que sejam feitas mensalmente ou trimestralmente afim de obter dados suficientes e identificar o momento que o sistema começa a funcionar irregularmente.

Por fim, o Plano de Manutenção, Operação e Controle nos sistemas de climatização aumenta a eficiência energética, melhora a qualidade do ar, reduz custos que atualmente é um grande desafio para as empresas. Sem contar que a empresa ou estabelecimento fica correto perante a Portaria MS 3.523/1998 estando tranquilo em qualquer fiscalização da Vigilância Sanitária. Com o aumento no número de estabelecimentos utilizando o PMOC incentiva o ramo de P&D (pesquisa e desenvolvimento) de ciências térmicas para desenvolver ferramentas melhores para ajudar proprietários de edifícios e gerentes de instalações em geral.

Qual a Importância dos Softwares de Automação para Engenheiros?

Você certamente já ouviu falar de alguns softwares de automação para engenheiros, mas, há um dado cruel, característico do mercado brasileiro.

Softwares de qualidade acima da média como o SolidWorks, por exemplo, custam alguns milhares de dólares, para uma única licença.

Como 70% da nossa indústria é formada por micro e pequenas empresas, estes softwares passam longe das considerações de muitos gestores destes negócios.

O que significa que o famoso excel e suas versões em software livre, ainda são a única opção universalmente utilizada no território nacional, mesmo que nem sempre, de forma eficiente.

Entretanto, é preciso deixar claro que não estamos comparando diretamente estes dois softwares.

Mas sim, apenas ressaltando um ponto crucial: seja na gestão de projetos, seja na automação de processos, a realidade brasileira aponta para uma distorção.

Neste cenário, as grandes empresas utilizam todos os recursos possíveis para se aproximarem dos mercados mais desenvolvidos, enquanto as empresas menores, oscilam entre soluções antiquadas ou incompletas e a pirataria.

Resumindo, as empresas que mais se beneficiariam com os softwares de automação, são justamente, as que menos os utilizam e quando o fazem, utilizam de forma parcial.

Mas, o que isso significa para os profissionais das diversas áreas da engenharia? Estes softwares são realmente importantes? E se são, como contornar o problema?

Importância para os Engenheiros e o Problema da Formação

Até os anos 1980 e 1990, a palavra automação se referia basicamente, aos processos de fabricação.

Hoje, porém, a tecnologia permite que o conceito seja ampliado para as diversas etapas da gestão de projetos, que podemos dividir didaticamente em:

• Comunicação: do acompanhamento do cliente, até a finalização e entrega de um projeto, a comunicação entre os diversos profissionais envolvidos sempre foi uma das maiores dificuldades em qualquer empresa.

Neste sentido, a automação é uma solução para garantir agilidade e qualidade desde que, claro, a cultura da melhoria contínua esteja entranhada na mentalidade empresarial.

• Projeto: projetos de engenharia costumam ser realizados por equipes, o que significa que dentro do próprio departamento, as alterações e acompanhamento das diversas etapas, podem se beneficiar da automação para garantir que todos tenham sempre, a informação mais atualizada.

Isso para não falar nos testes de resistência, durabilidade e mesmo, qualidade através de simulações digitais.

• Documentação: em projetos complexos, as alterações e ajustes são frequentes e precisam ser corretamente documentadas.

Mais do que isso, precisam estar disponíveis para consulta de forma simples e organizada.

• Processos (fabricação e administração): um projeto de engenharia não se inicia nem se encerra em si mesmo.

E assim, a automação de processos pode e deve ser utilizada em todas as etapas fabris e administrativas anteriores e subsequentes.

No mundo real, a junção destes pontos, normalmente significa a utilização de mais de um software e a integração entre eles pode ou não ser um problema, dependendo do planejamento de cada empresa.

Um cenário bastante comum, inclui a existência de um MRP ou ERP, com interface online parcial; um software específico para projetos e gerenciamento de engenharia.

E mais inúmeras planilhas de controle, utilizadas pontualmente pelos diversos departamentos.

Em empresas pequenas, planilhas e mais planilhas, com a utilização de algum software conceitualmente similar ao Autocad.

Em qualquer dos casos, fica evidente que os softwares de automação para engenheiros são indispensáveis, mas, parte da cultura empresarial brasileira, bem como do nosso sistema de ensino, insiste em ignorar este fato.

Sobre a Importância Prática e Alternativas

Não apenas no mercado brasileiro, mas, também mundial, os engenheiros costumam ser muito requisitados para funções de gerenciamento abrangentes, extrapolando as funções específicas da área de engenharia.

Por isso, se ainda não está claro, o conhecimento dos softwares de automação de processos é tão importante; mesmo que você venha a trabalhar com as versões mais simples ou incompletas.

Algumas soluções online acessíveis como o Trello, por exemplo, são ótimas ferramentas de gestão de projetos que se encaixam bem no orçamento de pequenas empresas.

Mas, muito mais importante do que conhecer as alternativas, é entender que o uso determina a eficiência e não o contrário.

Em outras palavras:

O bom profissional de engenharia não utiliza um software de automação ou de gestão, porque o mercado diz que é importante, mas, porque entende o papel determinante que pode ter nos resultados do seu trabalho.

Um software mais simples, ou mais barato, desde que adaptado as necessidades e bem utilizado, pode ser tão efetivo quanto as soluções mais caras e complexas.

A questão central, portanto, está na sua disposição para se adaptar ao uso das soluções adotadas nas grandes empresas ou, para aprender a utilizar alternativas viáveis em outras situações.

Em uma empresa menor, relativamente “desorganizada”, pode ser vista como uma oportunidade de crescimento rápido por um profissional que domina as ferramentas disponíveis.

Este é o desafio que se apresenta: suprir as deficiências de formação e as inadequações do mercado brasileiro, com estudo e dedicação pessoal.

Mesmo porque, ainda que a realidade das empresas constituídas, nas quais você provavelmente trabalhará; impeça a implementação integral destas soluções, sempre há a possibilidade de que você se torne autônomo.

E neste caso, quanto mais profundo o seu conhecimento das ferramentas, maior será a sua competitividade.

*Este artigo foi uma colaboração de Breno Andrade, responsável pelo marketing e relacionamento da Seleção Engenharia. A Seleção Engenharia é uma Plataforma de conexão entre Engenheiros e empresas de Engenharia. Dentro da Plataforma os candidatos encontram vagas de emprego para engenheiros por área de atuação e nível de formação, em várias regiões do país. Além disso, os usuários também contam com um material de apoio exclusivo, como ebooks para baixar e cursos online. Para saber mais visite o site ou blog da Seleção Engenharia.

Importância do isolamento acústico nas edificações

Com o crescimento das cidades aumentou-se a quantidade de edificações sendo construídas para comportar o aumento populacional, com isso houve um aumento acentuado em questões no que diz respeito ao conforto acústico tais questões, são respostas para o incômodo auditivo gerado a partir de tráfego de veículos, o arrastar de móveis no apartamento acima, latido de cães entre outros. Apesar disso, a ABNT NBR 15.575/2013 – Edificações Habitacionais-Desempenho é uma das responsáveis em normatizar e estipular níveis mínimos de isolamento acústico para edificações. Neste escopo, o presente artigo vem para explanar a importância do projeto de condicionamento acústico para edificações.

Os diversos projetos que são realizados desde o estrutural até o de climatização pouco se pensa em projetos acústicos, sendo que preocupação com o esse tipo de projeto é relativamente nova no Brasil, em contrapartida, o desconforto sonoro é algo desagradável que gera reclamações por parte dos usuários quando estão em seu ambiente privado.

Dentre os vários tipos de ruídos existentes o que está mais presente nas construções são os ruídos de impacto, que são propagados a partir de um corpo sólido e transmitido por meio de ondas sonoras até nossos ouvidos. As maiores perturbações auditivas causadas pelo ruído de impacto nas edificações são transmitidas entre os pavimentos, pelo caminhar de salto alto, por objetos que eventualmente caem, o arrastar de cadeiras entre outros, este tipo de problema geralmente é causado pela rigidez dos materiais construtivos. Alguns tipos de ruídos de impacto comum ao nosso dia-a-dia podem ser vistos na figura a seguir.

 

 

 

 

 

Fonte: FAHY, 1987

Outra preocupação que os construtores teriam que ter é a transmissão de ruído através das janelas, ou seja, o som do tráfego aéreo e urbano geram ruídos que são propagados pelo ar e a “porta de entrada” desses sons indesejáveis são as janelas. É claro, que fechar as janelas tendem a reduzir este som, porém, pelo fato das janelas comuns não serem construídas com materiais apropriados para absorção ou isolamento acústico esta ação implica em reduzir o ruído e não o eliminar.

Semelhantemente, os ruídos em construções também acontecem em instalações hidrossanitárias por meio das vibrações nas tubulações, independente do problema esses sons indesejáveis chegam aos ouvidos dos moradores através das paredes das tubulações que geram insatisfação e desconforto. Para cada problema no que diz respeito à condicionamento acústico existem soluções específicas.

Para ruídos de impacto o isolamento sonoro é de suma importância, ainda mais em ambientes residenciais onde os sons indesejáveis são gerados pelos moradores adjacentes, tal isolamento é feito por materiais com propriedades elásticas no próprio piso dos ambientes para amortecer as vibrações. Existem uma série mantas e pisos com materiais que absorvem o ruído de impacto, dentre eles destaca-se pisos com composições porosas compostas por lã de vidro e de rocha e como soluções sustentáveis sempre são ótimas opções tem-se também lã de PET, como pode ser visto na figura a seguir.

Fonte: AECweb

A redução de transmissão de ruídos nas estruturas tanto no piso quanto nas paredes pode ser reduzida a partir da interposição de algum material flexível.

Já, na segunda situação onde a transmissão é realizada aérea tem-se opção como janelas acústicas que pode ser composta por um vidro mais grosso, outras janelas apresentam vidro duplo sendo constituído de duas camadas de vidro, com uma camada de ar entre eles. Outro fator importante no isolamento das janelas é a vedação das mesmas, normalmente janelas já preparadas acusticamente são melhor vedadas.

Por fim, os ruídos nas tubulações acontecem pela turbulência gerada através da velocidade do fluxo e cavitações, em locais onde existem uma maior perda de carga é mais propício gerar ruídos, como por exemplo, emendas, desvios, junções etc. Uma solução é encamisar as tubulações com espuma, no caso de cavitações uma solução utilizada é a instalação de um difusor para deixar a pressão mais gradual. Atualmente algumas fabricantes já fabricam tubos com paredes mais espessas além de terem um anel de vedação que aumenta o amortecimento evitando a propagação do som.

Fonte: Amanco

As soluções acústicas são vastas, porém, com o empreendimento pronto algumas delas costumam ficar mais custosas e a melhor forma é resolver o problema em fase de projeto onde é previsto os melhores materiais para cada situação.

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