Plano de manutenção, operação e controle [PMOC]

Cada vez mais os aparelhos de condicionamento de ar estão presentes em nosso convívio, seja em ambientes residenciais, comerciais, de lazer entre outros, tais aparelhos nos proporcionam um conforto e uma satisfação para realizarmos nossas atividades.

A qualidade de ar em ambientes condicionados é uma ciência que busca uma melhor qualidade de vida, uma vez que passamos 2/3 de nosso tempo em ambientes climatizados (ANVISA, 2000).

Como qualquer equipamento mecânico devemos também considerar as condições tanto de uso quanto de risco dos condicionadores de ar. Quando tratamos do risco à saúde, a atenção deve ser dobrada, já que os aparelhos de climatização interferem na circulação do ar natural, deste modo, manutenções preventivas são de suma importância. A partir deste cenário foi criado o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) que nada mais é que uma medida para monitorar essas manutenções e melhorar a qualidade do ar.

O PMOC foi incentivado após uma tragédia que aconteceu em 1998, o Ministro de Comunicações, Sergio Motta sofria de problemas pulmonares e acabou contraindo a bactéria Legionella pneumophil que levou ao seu falecimento. Essa bactéria foi encontrada nas tubulações de ar condicionado e após isso foi criada a Portaria MS 3.523/1998.

No entanto, a portaria aborda as exigências de limpeza e desinfecção dos sistemas de climatização com capacidade igual ou superior de 60000 Btu/h ou 5 TR (tonelada de refrigeração). As fiscalizações dos sistemas de climatização são realizadas pela Vigilância Sanitária e a falta do PMOC pode acarretar ao estabelecimento multas que podem variar entre R$ 2000,00 e R$ 200.000,00.

Menos da metade das empresas realizam manutenção preventiva ou preditiva em seus sistemas de climatização, embora estudos mostrem que uma boa manutenção pode reduzir os custos de energia ao mesmo tempo que aumenta a vida do equipamento, melhorando o conforto dos ocupantes e aumentando o tempo de atividade.

As manutenções no que dizem respeito aos sistemas de climatização são tão importantes quanto a sua instalação. A falta de comprometimento para com as manutenções e instalações realizadas por pessoal não especializado pode desfazer as preocupações do projeto de climatização. Um PMOC realizado continuamente pode melhorar o desempenho energético do equipamento em até 20%, sem contar a melhora no conforto e na saúde dos ocupantes.

Na maioria dos edifícios comerciais, os sistemas HVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) representam entre 30% e 50% do consumo total de energia. A realização correta do PMOC dos sistemas de ar condicionado pode aumentar sua eficiência e uma série de estudos quantificaram as economias de energia da manutenção.

Estabelecimentos que aderirem à obtenção do PMOC estão submetidos a uma série de vantagens, dentre elas;

  • Manutenções periódicas;
  • Carga Térmica dimensionada corretamente;
  • Economia de energia;
  • Reduz gastos com eventuais problemas dos equipamentos;
  • Aumento no conforto térmico;
  • Melhora a qualidade do ar, entre outras.

Por mais que manutenções preventivas nos aparelhos de ar condicionado sejam realizadas, o PMOC prevê algo que em sistemas mais complexos nem sempre são feitas, as limpezas nos dutos. Os dutos devem ser mantidos limpos de poeira, mofo e outros contaminantes para uma boa qualidade do ar interior. Eles também devem ser periodicamente inspecionados por vazamentos, pois isso pode causar perdas de energia alta. Com as manutenções nos dutos é possível realizar com maior precisão medições de desempenho, tais, medições recomenda-se que sejam feitas mensalmente ou trimestralmente afim de obter dados suficientes e identificar o momento que o sistema começa a funcionar irregularmente.

Por fim, o Plano de Manutenção, Operação e Controle nos sistemas de climatização aumenta a eficiência energética, melhora a qualidade do ar, reduz custos que atualmente é um grande desafio para as empresas. Sem contar que a empresa ou estabelecimento fica correto perante a Portaria MS 3.523/1998 estando tranquilo em qualquer fiscalização da Vigilância Sanitária. Com o aumento no número de estabelecimentos utilizando o PMOC incentiva o ramo de P&D (pesquisa e desenvolvimento) de ciências térmicas para desenvolver ferramentas melhores para ajudar proprietários de edifícios e gerentes de instalações em geral.

Importância do isolamento acústico nas edificações

Com o crescimento das cidades aumentou-se a quantidade de edificações sendo construídas para comportar o aumento populacional, com isso houve um aumento acentuado em questões no que diz respeito ao conforto acústico tais questões, são respostas para o incômodo auditivo gerado a partir de tráfego de veículos, o arrastar de móveis no apartamento acima, latido de cães entre outros. Apesar disso, a ABNT NBR 15.575/2013 – Edificações Habitacionais-Desempenho é uma das responsáveis em normatizar e estipular níveis mínimos de isolamento acústico para edificações. Neste escopo, o presente artigo vem para explanar a importância do projeto de condicionamento acústico para edificações.

Os diversos projetos que são realizados desde o estrutural até o de climatização pouco se pensa em projetos acústicos, sendo que preocupação com o esse tipo de projeto é relativamente nova no Brasil, em contrapartida, o desconforto sonoro é algo desagradável que gera reclamações por parte dos usuários quando estão em seu ambiente privado.

Dentre os vários tipos de ruídos existentes o que está mais presente nas construções são os ruídos de impacto, que são propagados a partir de um corpo sólido e transmitido por meio de ondas sonoras até nossos ouvidos. As maiores perturbações auditivas causadas pelo ruído de impacto nas edificações são transmitidas entre os pavimentos, pelo caminhar de salto alto, por objetos que eventualmente caem, o arrastar de cadeiras entre outros, este tipo de problema geralmente é causado pela rigidez dos materiais construtivos. Alguns tipos de ruídos de impacto comum ao nosso dia-a-dia podem ser vistos na figura a seguir.

 

 

 

 

 

Fonte: FAHY, 1987

Outra preocupação que os construtores teriam que ter é a transmissão de ruído através das janelas, ou seja, o som do tráfego aéreo e urbano geram ruídos que são propagados pelo ar e a “porta de entrada” desses sons indesejáveis são as janelas. É claro, que fechar as janelas tendem a reduzir este som, porém, pelo fato das janelas comuns não serem construídas com materiais apropriados para absorção ou isolamento acústico esta ação implica em reduzir o ruído e não o eliminar.

Semelhantemente, os ruídos em construções também acontecem em instalações hidrossanitárias por meio das vibrações nas tubulações, independente do problema esses sons indesejáveis chegam aos ouvidos dos moradores através das paredes das tubulações que geram insatisfação e desconforto. Para cada problema no que diz respeito à condicionamento acústico existem soluções específicas.

Para ruídos de impacto o isolamento sonoro é de suma importância, ainda mais em ambientes residenciais onde os sons indesejáveis são gerados pelos moradores adjacentes, tal isolamento é feito por materiais com propriedades elásticas no próprio piso dos ambientes para amortecer as vibrações. Existem uma série mantas e pisos com materiais que absorvem o ruído de impacto, dentre eles destaca-se pisos com composições porosas compostas por lã de vidro e de rocha e como soluções sustentáveis sempre são ótimas opções tem-se também lã de PET, como pode ser visto na figura a seguir.

Fonte: AECweb

A redução de transmissão de ruídos nas estruturas tanto no piso quanto nas paredes pode ser reduzida a partir da interposição de algum material flexível.

Já, na segunda situação onde a transmissão é realizada aérea tem-se opção como janelas acústicas que pode ser composta por um vidro mais grosso, outras janelas apresentam vidro duplo sendo constituído de duas camadas de vidro, com uma camada de ar entre eles. Outro fator importante no isolamento das janelas é a vedação das mesmas, normalmente janelas já preparadas acusticamente são melhor vedadas.

Por fim, os ruídos nas tubulações acontecem pela turbulência gerada através da velocidade do fluxo e cavitações, em locais onde existem uma maior perda de carga é mais propício gerar ruídos, como por exemplo, emendas, desvios, junções etc. Uma solução é encamisar as tubulações com espuma, no caso de cavitações uma solução utilizada é a instalação de um difusor para deixar a pressão mais gradual. Atualmente algumas fabricantes já fabricam tubos com paredes mais espessas além de terem um anel de vedação que aumenta o amortecimento evitando a propagação do som.

Fonte: Amanco

As soluções acústicas são vastas, porém, com o empreendimento pronto algumas delas costumam ficar mais custosas e a melhor forma é resolver o problema em fase de projeto onde é previsto os melhores materiais para cada situação.

Leia também:
▶  3 fatores que influenciam sua saúde

▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS