Qual a Importância dos Softwares de Automação para Engenheiros?

Você certamente já ouviu falar de alguns softwares de automação para engenheiros, mas, há um dado cruel, característico do mercado brasileiro.

Softwares de qualidade acima da média como o SolidWorks, por exemplo, custam alguns milhares de dólares, para uma única licença.

Como 70% da nossa indústria é formada por micro e pequenas empresas, estes softwares passam longe das considerações de muitos gestores destes negócios.

O que significa que o famoso excel e suas versões em software livre, ainda são a única opção universalmente utilizada no território nacional, mesmo que nem sempre, de forma eficiente.

Entretanto, é preciso deixar claro que não estamos comparando diretamente estes dois softwares.

Mas sim, apenas ressaltando um ponto crucial: seja na gestão de projetos, seja na automação de processos, a realidade brasileira aponta para uma distorção.

Neste cenário, as grandes empresas utilizam todos os recursos possíveis para se aproximarem dos mercados mais desenvolvidos, enquanto as empresas menores, oscilam entre soluções antiquadas ou incompletas e a pirataria.

Resumindo, as empresas que mais se beneficiariam com os softwares de automação, são justamente, as que menos os utilizam e quando o fazem, utilizam de forma parcial.

Mas, o que isso significa para os profissionais das diversas áreas da engenharia? Estes softwares são realmente importantes? E se são, como contornar o problema?

Importância para os Engenheiros e o Problema da Formação

Até os anos 1980 e 1990, a palavra automação se referia basicamente, aos processos de fabricação.

Hoje, porém, a tecnologia permite que o conceito seja ampliado para as diversas etapas da gestão de projetos, que podemos dividir didaticamente em:

• Comunicação: do acompanhamento do cliente, até a finalização e entrega de um projeto, a comunicação entre os diversos profissionais envolvidos sempre foi uma das maiores dificuldades em qualquer empresa.

Neste sentido, a automação é uma solução para garantir agilidade e qualidade desde que, claro, a cultura da melhoria contínua esteja entranhada na mentalidade empresarial.

• Projeto: projetos de engenharia costumam ser realizados por equipes, o que significa que dentro do próprio departamento, as alterações e acompanhamento das diversas etapas, podem se beneficiar da automação para garantir que todos tenham sempre, a informação mais atualizada.

Isso para não falar nos testes de resistência, durabilidade e mesmo, qualidade através de simulações digitais.

• Documentação: em projetos complexos, as alterações e ajustes são frequentes e precisam ser corretamente documentadas.

Mais do que isso, precisam estar disponíveis para consulta de forma simples e organizada.

• Processos (fabricação e administração): um projeto de engenharia não se inicia nem se encerra em si mesmo.

E assim, a automação de processos pode e deve ser utilizada em todas as etapas fabris e administrativas anteriores e subsequentes.

No mundo real, a junção destes pontos, normalmente significa a utilização de mais de um software e a integração entre eles pode ou não ser um problema, dependendo do planejamento de cada empresa.

Um cenário bastante comum, inclui a existência de um MRP ou ERP, com interface online parcial; um software específico para projetos e gerenciamento de engenharia.

E mais inúmeras planilhas de controle, utilizadas pontualmente pelos diversos departamentos.

Em empresas pequenas, planilhas e mais planilhas, com a utilização de algum software conceitualmente similar ao Autocad.

Em qualquer dos casos, fica evidente que os softwares de automação para engenheiros são indispensáveis, mas, parte da cultura empresarial brasileira, bem como do nosso sistema de ensino, insiste em ignorar este fato.

Sobre a Importância Prática e Alternativas

Não apenas no mercado brasileiro, mas, também mundial, os engenheiros costumam ser muito requisitados para funções de gerenciamento abrangentes, extrapolando as funções específicas da área de engenharia.

Por isso, se ainda não está claro, o conhecimento dos softwares de automação de processos é tão importante; mesmo que você venha a trabalhar com as versões mais simples ou incompletas.

Algumas soluções online acessíveis como o Trello, por exemplo, são ótimas ferramentas de gestão de projetos que se encaixam bem no orçamento de pequenas empresas.

Mas, muito mais importante do que conhecer as alternativas, é entender que o uso determina a eficiência e não o contrário.

Em outras palavras:

O bom profissional de engenharia não utiliza um software de automação ou de gestão, porque o mercado diz que é importante, mas, porque entende o papel determinante que pode ter nos resultados do seu trabalho.

Um software mais simples, ou mais barato, desde que adaptado as necessidades e bem utilizado, pode ser tão efetivo quanto as soluções mais caras e complexas.

A questão central, portanto, está na sua disposição para se adaptar ao uso das soluções adotadas nas grandes empresas ou, para aprender a utilizar alternativas viáveis em outras situações.

Em uma empresa menor, relativamente “desorganizada”, pode ser vista como uma oportunidade de crescimento rápido por um profissional que domina as ferramentas disponíveis.

Este é o desafio que se apresenta: suprir as deficiências de formação e as inadequações do mercado brasileiro, com estudo e dedicação pessoal.

Mesmo porque, ainda que a realidade das empresas constituídas, nas quais você provavelmente trabalhará; impeça a implementação integral destas soluções, sempre há a possibilidade de que você se torne autônomo.

E neste caso, quanto mais profundo o seu conhecimento das ferramentas, maior será a sua competitividade.

*Este artigo foi uma colaboração de Breno Andrade, responsável pelo marketing e relacionamento da Seleção Engenharia. A Seleção Engenharia é uma Plataforma de conexão entre Engenheiros e empresas de Engenharia. Dentro da Plataforma os candidatos encontram vagas de emprego para engenheiros por área de atuação e nível de formação, em várias regiões do país. Além disso, os usuários também contam com um material de apoio exclusivo, como ebooks para baixar e cursos online. Para saber mais visite o site ou blog da Seleção Engenharia.

Importância do isolamento acústico nas edificações

Com o crescimento das cidades aumentou-se a quantidade de edificações sendo construídas para comportar o aumento populacional, com isso houve um aumento acentuado em questões no que diz respeito ao conforto acústico tais questões, são respostas para o incômodo auditivo gerado a partir de tráfego de veículos, o arrastar de móveis no apartamento acima, latido de cães entre outros. Apesar disso, a ABNT NBR 15.575/2013 – Edificações Habitacionais-Desempenho é uma das responsáveis em normatizar e estipular níveis mínimos de isolamento acústico para edificações. Neste escopo, o presente artigo vem para explanar a importância do projeto de condicionamento acústico para edificações.

Os diversos projetos que são realizados desde o estrutural até o de climatização pouco se pensa em projetos acústicos, sendo que preocupação com o esse tipo de projeto é relativamente nova no Brasil, em contrapartida, o desconforto sonoro é algo desagradável que gera reclamações por parte dos usuários quando estão em seu ambiente privado.

Dentre os vários tipos de ruídos existentes o que está mais presente nas construções são os ruídos de impacto, que são propagados a partir de um corpo sólido e transmitido por meio de ondas sonoras até nossos ouvidos. As maiores perturbações auditivas causadas pelo ruído de impacto nas edificações são transmitidas entre os pavimentos, pelo caminhar de salto alto, por objetos que eventualmente caem, o arrastar de cadeiras entre outros, este tipo de problema geralmente é causado pela rigidez dos materiais construtivos. Alguns tipos de ruídos de impacto comum ao nosso dia-a-dia podem ser vistos na figura a seguir.

 

 

 

 

 

Fonte: FAHY, 1987

Outra preocupação que os construtores teriam que ter é a transmissão de ruído através das janelas, ou seja, o som do tráfego aéreo e urbano geram ruídos que são propagados pelo ar e a “porta de entrada” desses sons indesejáveis são as janelas. É claro, que fechar as janelas tendem a reduzir este som, porém, pelo fato das janelas comuns não serem construídas com materiais apropriados para absorção ou isolamento acústico esta ação implica em reduzir o ruído e não o eliminar.

Semelhantemente, os ruídos em construções também acontecem em instalações hidrossanitárias por meio das vibrações nas tubulações, independente do problema esses sons indesejáveis chegam aos ouvidos dos moradores através das paredes das tubulações que geram insatisfação e desconforto. Para cada problema no que diz respeito à condicionamento acústico existem soluções específicas.

Para ruídos de impacto o isolamento sonoro é de suma importância, ainda mais em ambientes residenciais onde os sons indesejáveis são gerados pelos moradores adjacentes, tal isolamento é feito por materiais com propriedades elásticas no próprio piso dos ambientes para amortecer as vibrações. Existem uma série mantas e pisos com materiais que absorvem o ruído de impacto, dentre eles destaca-se pisos com composições porosas compostas por lã de vidro e de rocha e como soluções sustentáveis sempre são ótimas opções tem-se também lã de PET, como pode ser visto na figura a seguir.

Fonte: AECweb

A redução de transmissão de ruídos nas estruturas tanto no piso quanto nas paredes pode ser reduzida a partir da interposição de algum material flexível.

Já, na segunda situação onde a transmissão é realizada aérea tem-se opção como janelas acústicas que pode ser composta por um vidro mais grosso, outras janelas apresentam vidro duplo sendo constituído de duas camadas de vidro, com uma camada de ar entre eles. Outro fator importante no isolamento das janelas é a vedação das mesmas, normalmente janelas já preparadas acusticamente são melhor vedadas.

Por fim, os ruídos nas tubulações acontecem pela turbulência gerada através da velocidade do fluxo e cavitações, em locais onde existem uma maior perda de carga é mais propício gerar ruídos, como por exemplo, emendas, desvios, junções etc. Uma solução é encamisar as tubulações com espuma, no caso de cavitações uma solução utilizada é a instalação de um difusor para deixar a pressão mais gradual. Atualmente algumas fabricantes já fabricam tubos com paredes mais espessas além de terem um anel de vedação que aumenta o amortecimento evitando a propagação do som.

Fonte: Amanco

As soluções acústicas são vastas, porém, com o empreendimento pronto algumas delas costumam ficar mais custosas e a melhor forma é resolver o problema em fase de projeto onde é previsto os melhores materiais para cada situação.

Leia também:
▶  3 fatores que influenciam sua saúde

▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

Smart Home – IoT em sua casa

A algum tempo escrevi um artigo sobre o boom do IoT, onde falava sobre os bilhões de aparelhos e coisas que estarão conectados até 2020, e isso engloba muitas coisas como roupascarrosequipamentos, e é claro as casas.

domótica muito falada nos anos anteriores é uma realidade hoje. Realidade esta que já se mostra ligada a área de engenharia civil (e outras) como “unha e carne”.

Mas o que é a domótica ou a Smart Home (ou Smart House)?

Ter o controle de sua casa de qualquer lugar do planeta, liga/desligar (comandar) o que quiser via internet ou bluetooth, conectar toda sua casa na internet e gerar relatório dos mais diversos tipos, como gastos de água, luz, gás. Tudo isso conectado e gerenciável ao seu alcance.

Muitos pensam que a realidade supracitada só existe para os mais ricos ou para as empresas e prédios de última geração, porém existem muitas formas de se produzir uma Smart Home de baixo custo com plataformas que ficam bem acessíveis à todos.

Em um outro artigo falei um pouco a plataforma Arduino, mas também há outras plataformas como Raspberry Pi (o famoso “computador de bolso”) e NodeMCU que possibilitam este desenvolvimento. Integrando estas plataformas em um único sistema com circuitos de relé e Triac’s (vale pesquisar sobre), além de algumas linhas de código conseguimos produzir um Smart Home de baixo custo e alto desempenho, bem nos modelos “Do It Yourself”.

Além disso, temos hoje a plataforma IBM Cloud que já possui um produto virtual de IoT que contém banco de dados NOSQLNode-Red e sistema de MQTT, para a integração e manipulação de dados das plataformas (além de infinitas outras ferramentas).

Combinando tudo isso aos circuitos de baixo custo, teremos uma infinidade de possibilidades de projetos para Smart Home.

Muitas novas empresas nascem neste ramo em nosso país e a grande parte das construtoras e engenheiros já pretendem iniciar novos projetos automatizados. Mas, nada impede de se construir um projeto deste depois de já ter sua casa montada.

Sendo assim, possuímos um grande mercado crescente que irá permear por alguns anos à frente e que há espaço para muitos.

Está pensando em transformar sua casa, empresa ou escritório em Smart?

Se sim, dê uma pesquisada nas plataformas gratuitas, placas e componentes de baixo custo e produza toda a estrutura você mesmo (ou com algum grupo especialista).

Seja o Smart de 2018. Deixe a Internet of Things tomar conta de você e com você!

Espero que tenham gostado, seu feedback é a chave do nosso sucesso.

 

Artigo original: https://www.linkedin.com/pulse/estamos-preparados-para-o-boom-do-iot-icaro-ramos/

Leia também:
▶  O futuro dos carros elétricos

▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

 

Estamos preparados para o boom do IoT?

Internet of Things, ou Internet das Coisas, em português, é o conceito que surgiu a partir de trabalhos de desenvolvimento do MIT (Auto-ID Laboratory), com uso de RFID e Sensores Wireless. Termo primeiramente citado por Kevin Ashton, em 1999. Este projeto cada dia segue muito mais além, conectando objetos, veículos, sistemas, sensores todos em prol da geração de dados, informações, interatividade e outros inúmeros benefícios para o futuro.

Apesar de muito tempo de concepção da ideia de IoT, o crescimento foi tardio, porém, nos últimos 4 anos o mesmo disparou em uma expansão tamanha, acredita-se que o crescimento na próxima década seja expressivo. Hoje possuímos em média de 7 bilhões de coisas conectadas e a previsão é o fechamento do ano com algo como 8,4 bilhões de coisas. Para se ter uma ideia do crescimento a previsão para 2020 é de 50 bilhões de coisas conectadas, coisas estas que não se limitam apenas a Tablets, celulares e PC’s.

Partindo para o princípio das coisas, estas podem ser infindáveis. Pense que hoje já possuímos aparelhos como TVs, aparelhos de som, geladeiras, micro-ondas, máquinas de lavar, câmeras e até lâmpadas via wireless (ou até mesmo bluetooth e outras tecnologias), sem contar nos famosos wearables (vestíveis) que são roupas, relógios, tênis, todos conectados.

Pense no que ainda não é conectável.

Se você pensou o corpo humano, sinto lhe informar mais recentemente foi publicado uma reportagem que cientistas e engenheiros da Universidade de Wits (África do Sul), fizeram a primeira conexão de um cérebro na internet. Até então, o projeto é somente uma análise de eletroencefalograma, porém a ideia vai muito mais além, comandos e recebimento de dados futuramente poderão ser efetuados pela internet diretamente de seu cérebro.

Tocando neste assunto, logo penso no filme Transcendente (com Johnny Depp), um ser humano 100% conectado a todo mundo, seu cérebro praticamente transplantado para processadores, até mesmo de nível quântico, removendo o limite de tudo que pode ser considerado limitado para nós. Incluindo a tão sonhada “Imortalidade”.

Será que estamos longe desta realidade?

Enfim, voltando para o corpo humano conectado, já existem sistemas de braços robóticos que captam movimentos musculares (a partir de uma pulseira) e transmite via bluetooth/wireless para efetuar o movimento dos dedos e músculos artificiais.

Pensando desta maneira, tudo no mundo é conectável, e em um futuro bem próximo nossas casas serão literalmente “Casas Inteligentes”, e nossas empresas também deverão ser “Empresas Inteligentes”, e o custo benefício dessa expansão alavanca cada dia mais, pois sistemas de prototipagem IoT possuem preços acessíveis para todos.

Plataformas como Raspberry Pi, Arduino, NodeMCU dentre outras são excelentes para prototipagem e produção de produtos de IoT, com baixo custo e economias de energia (estes aparelhos podem ser ligados em baterias que podem durar até anos, pelo baixo consumo), tudo isto foi possível com a miniaturização do hardware.

É claro que outras tecnologias estão diretamente conectadas ao IoT, como é o exemplo de Big Data, Impressora 3D, Machine Learning, Chatbots, e etc. Mas esses ficarão para outros artigos.

Para encerrar este assunto, deixo as seguintes perguntas:

Você está preparado para o futuro conectável?

A empresa que você trabalha está?

Imagina toda esta tecnologia ligada a você e sua família?

Espero que tenham gostado, seu feedback é a chave do nosso sucesso.

 

Artigo original: https://www.linkedin.com/pulse/estamos-preparados-para-o-boom-do-iot-icaro-ramos/

Leia também:
▶  O futuro dos carros elétricos

▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

 

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS EM AMBIENTES CORPORATIVOS

Proteção contra incêndios em ambientes corporativos, atualmente muitas pessoas passam boa parte de suas vidas no trabalho, e esses muitas vezes em ambientes corporativos, os quais possuem móveis, equipamentos e objetos que podem provocar princípios de incêndios “silenciosos”, e para que haja segurança para a vida das pessoas e boas condições de evacuação em caso de necessidade é que existem normas que regulam tal assunto.

Um dos exemplos é a Norma Regulamentadora NR 23, que é uma norma do Ministério do Trabalho que trata da proteção contra incêndios nos ambientes de trabalho. E é baseada nessa norma, em sua antiga e atual versão que queremos analisar itens que auxilian na proteção contra incêndios em ambientes corporativos.

Esta norma se relaciona intensamente com outros dispositivos legais e normativos, como normas brasileiras (NBR), legislações federais e locais e instruções normativas do Corpo de Bombeiros, que apesar de serem muito semelhantes, apresentam algumas diferenças conforme o Estado onde a edificação, ambiente, está localizada.

Considerando o princípio da precaução, deve-se levar em conta sempre a legislação mais restritiva para proporcionar melhor segurança ao edifício e às pessoas.

DO QUE TRATA A NR 23 ?

A NR 23 apresenta as disposições gerais, que irão nortear as tratativas do assunto, e estabelece algumas medidas que os ambientes de trabalho devem possuir. Confira Redação dada pela Portaria SIT n.º 221/2011:

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

23.1.1 O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:

  1. a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
  2. b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
  3. c) dispositivos de alarme existentes.

23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.

23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho.

23.5 As saídas de emergência.

A RESPEITO DAS INSTALAÇÕES, QUAIS PONTOS SÃO ESPECIFICADOS?

Na norma são especificados alguns pontos referentes à infraestrutura, que iremos demonstrar como garantir a segurança,  como:

• Saídas de emergência: devem ter largura mínima de 1,20 m, tanto as portas quanto corredores de acesso a elas. É necessário estarem identificadas, sinalizadas e desobstruídas.

Para ambientes considerados de alto risco as portas devem estar dispostas de forma que qualquer pessoa não tenha que percorrer mais do que quinze metros para acessar uma porta de emergência – esta distância sobe para trinta metros em ambientes de menor risco e a critério de autoridade competente.

• Portas: devem ser as adequadas ao local, sempre sob liberação de autoridade competente em segurança do trabalho, e nunca devem estar trancadas ou presas durante a execução dos trabalhos.

Portas verticais, de enrolar ou giratórias não podem ser utilizadas em ambientes internos. Um detalhe importante a ser observado é que as portas devem abrir no sentido da saída, não impedindo a circulação de pessoas nas vias de passagem.

• Escadas, ascensores e portas corta-fogo: esses equipamentos devem ser resistentes ao fogo, e no caso das portas corta-fogo devem fechar-se automaticamente em caso de incêndio.

Nos assuntos pertinentes ao ambiente , e a proteção contra incêndios das edificações, a autoridade competente e compoder de decisão sobre os assuntos relativos é o Corpo de Bombeiros da localidade.

Proteção contra incêndios prepara o indivíduo para saber como agir em uma situação de risco.

O QUE DEVE SER FEITO EM CASO DE INCÊNDIO?

Em caso de detecção de foco de incêndio, deve-se acionar o sistema de alarme, chamar imediatamente o Corpo de Bombeiros, desligar máquinas e aparelhos elétricos, quando a operação do desligamento não envolver riscos adicionais e atacá-lo o mais rapidamente possível, pelos meios adequados.

A norma também indica que é necessário verificar especificamente equipamentos que não possam ser desligados mesmo em caso de fogo e eventuais medidas de prevenção em determinadas atividades ou indústrias através da construção de paredes corta-fogo e bacias de contenção.

O QUE SÃO EXERCÍCIOS DE ALERTA?

Os exercícios de alerta descritos na versão anterior da norma NR 23 são simulados de situações de emergência, cujos objetivos são manter a equipe treinada, alerta e orientada a respeito dos procedimentos em caso de incêndio, evitar pânico por parte da equipe e distribuir tarefas para organizar o combate a focos de incêndio.

É necessário que este exercício seja o mais próximo possível de uma situação real que possa vir a ocorrer, e preferencialmente sem aviso prévio. O simulado deve ser coordenado pela equipe de brigadista e profissionais de segurança do trabalho.

EXTINTORES DE INCÊNDIO, É NECESSÁRIO?

Em muitos ambientes e edificações o único dispositivo para combate do incêndio , são os extintores de incêndio que devem estar presentes nos menores estabelecimentos e ambientes, além de as pessoas estarem orientadas de como utilizar.
Há extintores específicos para cada tipo de incêndio.
Saiba mais sobre extintores em Tipos e Aplicações de Extintores de Incêndio.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE A NR 23 E AS NBR?

As Normas Brasileiras (NBR) são documentos orientativos de adesão normalmente voluntária, desenvolvidos por consenso através de grupos de trabalho da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Se tornam obrigatórias a partir do momento que são citadas como referência ou padrão em alguma legislação. Existem NBRs para diversos assuntos.

As Normas Regulamentadoras (NR) são editadas pelo Ministério do Trabalho e versam apenas sobre assuntos de interesse à saúde e segurança dos trabalhadores, ainda que abordem temas mais amplos.

Já a NR 23, como explicado anteriormente, é a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, que trata da proteção e combate a incêndios, visando a proteção dos trabalhadores expostos a esse tipo de risco.

Existem algumas NBRs que tratam também do tema proteção e combate a incêndios. É o caso da NBR 12693, de 1993, que trata de sistemas de proteção por extintores de incêndio, a NBR 14100, de 1998, que padroniza os símbolos gráficos a serem utilizado em projetos de proteção contra incêndio, e a NBR 9077, de 2001, a respeito de saídas de emergência em edifícios.

Todas elas se aplicam a indústrias e ambientes de trabalho, mas também a residências e outros tipos de edificação.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE A NR 23 E AS INSTRUÇÕES TÉCNICAS DOS BOMBEIROS?

As empresas não são obrigadas a cumprir apenas o que é estabelecido na NR 23. Cada Estado tem uma legislação específica, elaborada pelo Corpo de Bombeiros local, que formam as Instruções Técnicas, conhecidas como IT.

As Instruções Técnicas são documentos com valor de lei que definem parâmetros e critérios para aplicação em diferentes tipos de construção, visando a melhor prevenção e combate a incêndios.

Como cada Estado tem seu Corpo de Bombeiros, as Instruções Técnicas variam conforme o Estado, mas a base de exigências é muito similar; por vezes, a grande diferença é a forma como o processo de licenciamento se dá.

O Corpo de Bombeiros é uma instituição pública cujo objetivo é a prevenção e salvamento de vidas em caso de acidentes e incêndios.

Além de contar com uma estrutura reativa para combater incêndios de diferentes proporções, os Bombeiros mantêm uma estrutura preventiva, visando avaliar, aprovar e fiscalizar as edificações com base no que é estabelecido na legislação e ITs.

O documento que comprova que a edificação passou por esse processo e foi aprovada é o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

O AVCB tem uma validade determinada pela legislação, sendo necessária a sua renovação após findado esse período.

Para entender mais sobre a NR 23, confira este vídeo, do Eng Fabrício Nogueira:

Leia também:
▶  Lei Kiss, Prevenção e Combate à Incêndios

▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS