Lei Kiss, Prevenção e Combate à Incêndios

Neste mês, Setembro de 2017, entra em vigor a Lei 13.425/2017, conhecida como “Lei Kiss”, que foi sancionada no fim de março , com veto pelo presidente da República, Michel Temer, a qual dispõe sobre novas normas de segurança, prevenção e proteção contra incêndios em estabelecimentos de reunião pública.

Este Projeto de Lei foi apresentado há 10 anos, pela deputada Elcione Barbalho, mas o mesmo ganhou destaque após o dia 27 de Janeiro de 2013, onde ocorreu uma tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde um incêndio na casa noturna, deixou 242 mortes e 680 feridos,grande parte estudantes da Universidade Federal de Santa Maria.

A nova legislação dentre várias medidas, prevê inclusive a inclusão de conteúdos relativos à prevenção e ao combate a incêndios na grade curricular de cursos de graduação relacionados a área de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e cursos técnicos na área. Es te ponto é de suma importância para os profissionais que irão atuar no mercado, que devem elaborar os projetos com premissas de prevenção de incêndio.

“Um projeto arquitetônico deveria abarcar itens como áreas de circulação, especificação adequada dos materiais de acabamento e revestimento e o posicionamento das portas e janelas para impedir, ou dificultar, a propagação das chamas. Infelizmente, a maioria dos profissionais não exerce essa tarefa por falta de conhecimento do tema e de sua importância. É uma falha acadêmica que se reflete na cadeia construtiva quando a segurança contra incêndio acaba relegada a segundo plano.”  

Rosaria Ono, professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e coordenadora do Grupo de Fomento à Segurança contra Incêndio, do Núcleo de Tecnologia em Arquitetura e Urbanismo da USP.

A legislação também terá exigência mais rígidas junto aos proprietários de estabelecimentos, as autoridades públicas e profissionais da área, para que a mesma seja aplicada, através das medidas preventivas e assim aumentar a segurança dos estabelecimentos.

Da Lei apresentada , cabe destacar dois, dos doze vetos feitos pelo presidente da República. O primeiro foi referente a uma mudança na lei de edificações que proibiria a existência de mais de uma direção no fluxo de saída das pessoas dos estabelecimentos. A justificativa do veto, foi uma eventual adaptação de espaços físicos, o que geraria custos desnecessários, principalmente para micro e pequenas empresas, sem aumentar a segurança de forma relevante.

Já o segundo veto é referente ao trecho que obriga o cumprimento de normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) por parte de arquitetos, engenheiros, bombeiros militares, prefeituras e donos de estabelecimentos.

A justificativa do presidente Michel Temer, “ao subordinar a atuação do Poder Público e sua competência legislativa a regulamentos ou normas técnicas expedidas por entidades privadas, os dispositivos ferem o princípio da legalidade e podem atingir a supremacia do interesse público, bem como incrementar o risco de conflito de interesses”.

Confira mais alguns vetos em http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/lei-sobre-seguranca-em-casas-noturnas-e-boates-e-sancionada-com-vetos/118050/

Para que a “Lei Kiss” possa ser cumprida, os estabelecimentos devem cumprir algumas diretrizes de prevenção, proteção e combate à incêndios conforme suas características (uso, tamanho, arquitetura), e iremos destacar algumas:

Saídas de Emergência

Nos estabelecimentos devem ser previstas as saídas de emergência , que devem ser em número suficiente e dispostas, de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los, bem como ter o sentido de abertura das portas para o exterior (sentido fluxo), e sinalizadas e iluminadas de maneira adequada nas situações de emergências.

As portas de saídas de emergência não podem ser fechadas pelo lado externo, e durante o funcionamento podem ter dispositivos de segurança que permitam a qualquer pessoa abri-las facilmente do interior do estabelecimento. Quando da existência de escadas no estabelecimento, as mesmas devem possuir pisos adequados, e serem providas de proteção e largura conforme a quantidade de pessoas e de acordo com o tipo do estabelecimento.

Sistemas de Alarme

Conforme o nível de risco de incêndio do estabelecimento e sua área, o mesmo deve possuir um sistema de alarme capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais do estabelecimento. O mesmo poderá ter os seguintes dispositivos: detectores de incêndio, acionadores, e Sinalizadores sonoros e visuais.

Neste sistema cabe destacar que os detectores devem ser dimensionados e especificados conforme sua utilização, pois existem algumas variantes desse dispositivo que permitem o melhor funcionamento e o menor transtorno por alarmes falsos; bem como os dispositivos de sinalização, que devem ser sonoros, e visuais, de preferência, e disopositivos separados, pois no mercado existem algum acionadores do tipo “quebra-vidro”que possuem os sinalizadores integrados, o que dificulta a visualização do sinalizador visual.

Extintores

Em todos os estabelecimentos devem ser utilizados extintores de incêndio que obedeçam as normas e estejam com as inspeções em dia, de acordo com a etiqueta constante no mesmo. Aqui também deve ser observado o risco de incêndio, e tipo do estabelecimento, para determinar a quantidade e os tipos de extintores a serem especificados e dimensionados.

Aqui devemos destacar o cuidado com a manutenção e inspeção dos mesmos , para que sempre estejam em bom estado, com a pressão adequada, e em locais acessíveis  para que na necessidade possam ser utilizados de maneira efetiva.

Hidrantes

O hidrante é um importante sistema utilizado para o combate em caso de incêndio, que é composto por uma reserva de água , tubulações , registro de manobra, abrigo de mangueiras e um registro de recalque, e em caso de necessidade bombas de incêndio. Sendo o seu princípio o combate e a extinção do incêndio com a utilização da água.

Neste sistema deve se ter o cuidado durante a execução do mesmo, para que seja utilizado materiais de boa qualidade , e seguido as diretrizes do projeto , para que o funcionamento do mesmo não seja afetado, devido a mudança de caminho e utilização de novas peças que irão influenciar a pressão do sistema. Também deve se atentar para a verificação constante dos abrigos de mangueiras, e das mesmas, para que estejam sempre em boas condições e sejam testadas periodicamente, e em locais de fácil acesso e sem barreiras.

Sprinklers

O sprinklers, ou chuveiros automáticos, é um eficiente sistema de combante a incêndio que descarrega água quando for detectado um incêndio, ou seja, quando a temperatura predeterminada for excedida, o mesmo entra em operação. Os mesmos são utilizados em todo o mundo, com milhares de pulverizadores instalados a cada ano.  Nos estabelecimentos e edificações que possuem esse sistema, mais de 99% dos incêndios foram controlados somente com seu uso .

Esse sistema deve ser projetado de maneira que possa ser instalado e extinguir rapidamente o incêndio, e pode em muitos casos ,  serem utilizados em apenas algumas áreas do estabelecimento que possuem maior risco de incêndio.

O funcionamento do mesmo se dar através de um  bulbo de vidro sensível ao calor. A ampola de vidro atua como um tampão que impede que a água se escoe até que a temperatura ambiente em redor do aspersor atinge a temperatura de ativação. Assim, apenas os aspersores perto do fogo funcionarão, e a ativação do equipamento vai fazer menos danos causados pela água do que um jato da mangueira.

Confira como o mesmo atua: https://www.youtube.com/watch?v=ekGazrZ3fls

Este sistema além de água, através de tubulações molhadas ou secas, pode funcionar com água e espuma,  em casos especiais; E seu funcionamento com água pode ser de alguns tipos: spray, névoa, dilúvio de acordo com o local e risco de incêndio.

Exercício de Alerta

Todos os funcionários e colaboradores dos estabelecimentos devem participar de exercícios de combate ao fogo periodicamente, com o objetivo de que o pessoal grave o significado do sinal de alarme; que auxiliem na evacuação do local de forma eficaz; que seja evitado qualquer pânico; que seja atribuído tarefas e responsabilidades especificas a cada um; e que seja verificado se a sirene foi ouvida em todas as áreas, quando o estabelecimento tiver.

Tal exercício irá trazer consciência aos colaboradores dos riscos, e em caso de necessidade, o menor pânico possível e a tomada de atitudes corretas e com responsabilidade.

Combate ao Fogo

E em caso de incêndio, o mesmo deve ser combatido tão logo se manifeste através dos itens existentes no estabelecimento, bem como acionar o Corpo de Bombeiros; E também proceder com o desligamento dos equipamentos elétricos, e energia geral do estabelecimento, para evitar danos maiores durante o combate, ou também , caso o incêndio tem principio nas instalações elétricas. Lembrando que o maior objetivo durante o combate é a proteção da vida das pessoas, ou seja, o incêndio deve ser combatido com eficácia desde o princípio para que a evacuação do local pelas pessoas seja feita de maneira segura, e posteriormente evitar os maiores danos ao patrimônio.

Para compreender mais sobre a Lei 13.425/2017 :
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13425.htm

Para conhecer o Projeto de Lei original e toda a sua tramitação:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=367329

Confira uma entrevista com uma profissional sobre a Lei Kiss:
http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/194/artigo382647-2.aspx

Sobre a situação das vítimas do incêndio da boate Kiss, veja a reportagem:
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/01/27/quatro-anos-depois-abandono-e-revolta-mobilizam-pais-e-sobreviventes-da-kiss.htm

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Certificação LEED na Construção Civil

A cada dia que passa o ramo imobiliário da construção civil enfrenta desafios, e dentre eles está a a rentabilidade, dada pela relação entre custo de construção e valor de venda, e para que isso possa permanecer inalterado ou aumentar, muitas construtoras procuram criar diferenciais em seus empreendimentos, que visa eficiência e economia de recursos durante a construção , operação e manutenção, o que acaba por agregar valor ao empreendimento e benefícios ao usuário da edificação.

Certificação

E é nesse cenário que entra a certificação de edificações, e dentre elas , o LEED, ou Leadership in Energy and Environmental Design, que tem por intuito de mudar a maneira como pensamos, projetamos , planejamos, construímos e operamos os edifícios e as comunidades. O LEED é a principal plataforma de certificação para “green buldings” ou edifícios verdes, e é ela que queremos destacar aqui hoje.

Esta certificação , pode ser aplicada nos mais diversos tipos de edificações, e a qualquer momento no empreendimento, seja novo ou existente, desde que cumpram as exigências da certificação. A mesma está presente em mais de 160 países, o que tem disseminado o seu conceito, bem como práticas de projetar e executar edifícios com maior sustentabilidade.

As edificações  que buscam a certificação LEED são analisadas conforme sua tipologia, em 8 áreas,  que possuem pré-requisitos (práticas obrigatórias) e créditos (recomendações) que, a medida que se completam, garantem pontos à edificação. E é através dessa pontuação adquirida que se determina o nível da certificação, podendo atingir os níveis: Certificado, Silver, Gold e Platinum.

Benefícios

Com a aplicação de procedimentos, práticas e materiais para atender os requisitos da certificação, obtêm-se uma redução no uso de recursos naturais e  resíduos já durante a construção, além de uma maior eficiência na produtividade dos trabalhadores. E após a construção, em sua operação , se observa reduções significativas nos consumos de água e energia, bem como uma melhor qualidade de vida ao usuário que trabalha, mora e utiliza o empreendimento.

Outro benefício, este, para os empreendimentos comerciais , é o desempenho no mercado de locação, e a vacância dos mesmos, onde se tem observado um maior valor de locação por metro quadrado , e uma menor taxa de vacância dos mesmos em comparação com empreendimentos que não possuem certificação. Algo notado em empreendimentos residenciais e comerciais, é a redução na taxa de condomínio que pode chegar a 30%, dentre outras vantagens.

Empreendimentos

Para exemplificar os benefícios da certificação LEED em edificações, destacamos aqui, o Edifício Eurobusiness e o Showroom Design VA Casa na Praia, ambas edificações certificadas no nível Platinum ,  e que tem alcançado durante a operação reduções consideráveis de utilização de recursos naturais , sendo em média 81% no consumo  água, e 54% no consumo de energia , nessas edificações.

Conheça um pouco mais desses empreendimentos conferindo os pontos adquiridos na certificação: Ed. Eurobusiness e  VA Casa na Praia.

Brasil

Segundo o Green Building Council Brasil, o Brasil é o 4º país, de um total de 165, com maior número de projetos registrados para a certificação LEED, seguindo atrás da China, Canadá e Índia. E no Brasil já existem projetos registrados em todos os estados, com exceção de Tocantins.

Na história, a indústria da construção civil,  sempre passa por mudanças relevantes, tanto esteticamente, quanto estruturalmente, e sempre com a necessidade de proporcionar mais conforto e segurança consumindo cada vez menos recursos, e diante disso a busca por um desenvolvimento que seja sustentável levará cada vez mais empreendimentos adotar um padrão de certificação, e dentre elas , a LEED, que destacamos hoje aqui.

Conheça mais sobre a Certificação e baixe o Infográfico Compreenda o LEED.

Aproveite para ler também:
Tecnologias sustentáveis + Certificação Leed

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Qual o Melhor Sistema de Ar Condicionado?

Saiba qual melhor sistema de ar condicionado instalar no seu imóvel.

Quando falamos em sistemas de climatização para edificações residenciais e comerciais, geralmente pensamos em ar condicionado do tipo “SPLIT”.

Mas o que significa isto? Será que esse é a melhor opção?

Como em todas as áreas, para cada tipo de aplicação, existe a melhor opção, e para a escolha do sistema de ar condicionado , não é diferente.

Hoje iremos falar sobre o termo “Split”e alguns tipos que existem e descrever um pouco mais sobre o tipo VRF, que dentre as opções tem sido a que se tem melhor custo x benefício na execução de infraestrutura e operação.

O Termo “Split”

Este termo é utilizado para todo o aparelho que é dividido em 2 unidades, sendo 1 unidade interna chamada de evaporadora, e 1 unidade externa chamada de condensadora, que são interligadas por tubulações frigorígenas para a circulação do gás refrigerante entre as unidades.

Convencional x Inverter

Os aparelhos Split podem ser de duas tecnologias, a Convencional e a Inverter. As diferenças entre elas estão nas tecnologias dos componentes internos, sendo que a vantagem do Inverter é a sua economia no consumo de energia.

Para entender melhor a diferença entre estas duas tecnologias, confira aqui.

Cortina de Ar

A Cortina de Ar não serve para climatizar o ambiente. Sua função é fazer uma barreira de ar para evitar a troca de calor entre os ambientes, interno e externo.

A mesma é indicada para ambientes comerciais e industriais que precisam manter a porta de entrada, ou determinada porta aberta.

Janela

Este é o modelo  é composto por uma única unidade onde você instala em uma abertura na parede, liga na tomada específica, e o mesmo já está pronto para ser utilizado.

Portátil

Este modelo, assim como o Janela, é composto por uma única unidade interna e sua vantagem é a mobilidade, podendo ser aplicado em qualquer ambiente pequeno , desde que fique perto a uma porta ou janela para posicionar a saída de ar quente.

Split

Nos modelos Split, temos alguns modelos:
Split High Wall (ou de Parede), Multi Split, Split Window, Split Piso e Teto, Split Teto, Split Cassete.

Cada um desses tipos citados tem sua aplicação de acordo com o tamanho do ambiente (pequeno ou grande), local de instalação da evaporadora (parede, piso, teto, embutido no teto), e disponibilidade de espaço para instalação da condesadora (área pequena ou maior). Para conhecer um pouco mais, acesse aqui.

Split VRF

Agora já conhecemos um pouco sobre modelos de ar condicionado , vamos falar sobre o Ar Condicionado VRF ((do inglês “variable refrigerant flow”) que é um sistema de ar condicionado central do tipo multi Split.

O ar condicionado VRF é um modelo de ar condicionado desenvolvido especialmente para residências ou apartamentos amplos e edifícios comerciais de médio e grande porte.

O ar condicionado VRF possui um sistema multi Split com apenas uma unidade externa (condensadora) ligada a múltiplas unidades internas operando individualmente por ambiente (podendo chegar a 64 máquinas (evaporadoras).

O gás do sistema do ar condicionado VRF é preferencialmente o R-410A entre outros, e é o responsável pela captura térmica e troca do ar ambiente com o meio externo.

O sistema de refrigeração do ar condicionado VRF chamado ciclo de refrigeração é composto por diversos componentes, os quais proporcionam uma condição de funcionamento que permite o retorno desse fluido refrigerante para a condição inicial no ciclo.

A instalação do sistema de ar condicionado VRF é muito simples, resultando em uma economia de tempo e mão-de-obra,  produzindo um baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico.

Além de ser versátil e flexível, possui expansão modular e de grande facilidade de adaptação em estruturas já existentes.

Alguns fabricantes já contam  com um sistema integrado de controle que disponibilizam interface com automação própria, e em alguns protocolos de automação, facilitando sua integração com os sistemas de automação.

Este tipo de ar condicionado pode ser aplicado em grandes ambientes, bem como em seu dimensionamento pode se levar em consideração a simultaneidade da carga térmica e funcionamento dos ambientes ao longo do dia.

Atende também às necessidades de adaptação e versatilidade do sistema tipo Split , que já vem dominando o mercado de ar condicionado há alguns anos.

A instalação do sistema de ar condicionado VRF deve seguir critérios rigorosos de qualidade, desde o armazenamento das tubulações, até os testes de estanqueidade e carga do gás refrigerante.

E porque o sistema VRF de ar condicionado é mais econômico?

O VRF utiliza em seu sistema o gás R-410, este agente refrigerante faz a troca e a captura térmica entre o ar ambiente e o meio externo. Como falamos acima, o VRF ar condicionado tem um ciclo de refrigeração inteligente, e otimiza o uso deste fluido.

Além disto, o sistema VRF de condicionador de ar pode utilizar recuperadores de calor, a função neste caso é o intercâmbio entre os fluxos de ar em que há a troca de energia, o que auxilia a redução da temperatura do ar externo, diminuindo a demanda da carga térmica e diminuindo assim o consumo de energia.

O VRF possui também a tecnologia Inverter, que age permitindo ao compressor alterar a velocidade de trabalho conforme a demanda, tanto no resfriamento do ambiente quanto no aquecimento do mesmo. Isto faz com que ele consuma apenas a eletricidade necessária, diminuindo o consumo de energia.

Pode-se dizer que esse sistema, atualmente, é o sistema mais moderno e versátil do mercado, e que tem sido escolhido por muitos como o sistema de climatização de suas edificações, seja residencial ou comercial.

Confira mais sobre os tipos de ar condicionado neste vídeo:
Frigelar Explica – Quantos tipos de ar-condicionado existem e para que ambientes? | CANAL FRIGELAR

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3 Tecnologias para Economia de Água

A água é um dos recursos naturais mais essenciais, e que é mal utilizado e desperdiçado por muitas pessoas. Mas isso tem começado a mudar, e para essa mudança, o mercado tem disponibilizado algumas opções, tecnologias, metodologias para economia e reaproveitamento desse recurso natural tão essencial para a vida do ser humano.

Hoje vamos comentar sobre 3 tecnologias que auxiliam na economia de água.

1. Sanitários a vácuo

Os sanitários a vácuo são uma tecnologia ainda pouco difundida na construção de edificações, mas com um potencial enorme, devido a economia de água , e de ter um retorno relativamente rápido do investimento dependendo o tipo de ocupação da edificação. Mesmo tendo um custo inicial da aquisição do sistema de sanitários a vácuo maior do que os sanitários comuns, o investimento retorna em 15 meses em edifícios comerciais.

Essa economia de água, é possível , pois este sistema reduz drasticamente o uso da água, reduzindo assim os custos do consumo de água e esgoto, além do valor agregado a edificação, por se preocupar com o uso dos recursos naturais, além do impacto ambiental do esgoto gerado.

Os sanitários a vácuo são uma tecnologia similar aos sanitários convencionais, mas utilizam o ar ao invés da água para promover a descarga. Neste sistema é utilizado apenas 1 litro de água para manter o vaso limpo, ocasionando uma redução de até 90% em comparação aos sanitários tradicionais. Mas você pode ser pergunta, mas como é gerado o vácuo? O mesmo é gerado por centrais de vácuo, as quais têm baixo consumo de energia e são extremamente confiáveis.

Um dos grandes fornecedores desse sistema é a Jets.

2. Metais Sanitários

Hoje um dos vilões do consumo de água em qualquer tipo de edificação, são os metais sanitários, como torneiras e registros, os quais muitas das vezes são adquiridos por custo ou design, e não pelas suas características que podem auxiliar em alguns casos em torno de 50% no consumo de água.

Nas torneiras temos características como arejador, o qual da a sensação de quantidade maior do que a que está sendo utilizada, além de garantir conforto ao se lavar as mãos; temos também as tecnologias de acionamento do fluxo de água através de sensores de proximidade, e por pressão temporizada, ambas contribuindo bastante para a economia.

Além disso, podemos utilizar registros reguladores de vazão , que podem ser utilizados para regulagem da vazão , antes das torneiras, misturadores e outros metais, para obter um maior conforto, além da economia de água, pois em muitos casos temos uma vazão superior a necessária, e com isso garantimos um melhor funcionamento, e economia.

3. Reuso e Reaproveitamento de Águas

Outras tecnologias que já tem sido utilizadas, e contribuem para economia deste recurso natural, é o reaproveitamento das águas das chuvas recolhidas por telhados, que podem ser verdes para utilizações simples , como lavação de pisos de garagens e irrigação de jardins, bem como em utilizações que demandam um tratamento melhor, para utilização em vasos sanitários, e inclusive lavatórios, dependendo do nível de tratamento que podemos ter desta água.

Já o reuso de águas, é a utilização de águas de lavatórios, a qual , por um tratamento, pode ser utilizada em vasos sanitários, por exemplo. Mas podemos ter um sistema integrado de reuso de água, reutilizar a água que vai para os vasos sanitários, através de sistemas mais complexos onde separamos parte da água dos resíduos sólidos do esgoto, e reutilizamos parte desta água, ou seja, podemos ter água sendo reutilizadas algumas vezes na edificação. Com reaproveitamento das águas das chuvas, podemos ter uma edificação que consome “zero” água da rede de distribuição da concessionária.

Muitos tem se preocupado em reutilizar a água, e como exemplo neste post, gostaria de destacar o case da indústria automobilística Ford, que implementou tecnologias de economia de água na planta de montagem da Ford em Chicago, ao final de 2016, ajudaram a unidade a reduzir o consumo de água em 49 milhões de litros no ano passado, e o fabricante espera que esse número seja significativamente maior em 2017 após um ano completo de uso.

Acompanhe mais sobre este assunto em:
https://vseng.co/tec-ford
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Aproveite para ler também:
Sistema integrado de uso de água
Inovação para gerar resultados sustentáveis

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6 Tecnologias para Hotéis

Estamos vivendo num mundo que está em constante mudança e a cada dia os avanços tecnológicos vêm fazendo parte de nossas vidas, e isso também está ocorrendo nas edificações destinadas a hospedagem, seja de passagem, ou em um resort.

Aqui queremos abordar 6 tecnologias presentes nos hotéis, confira:

1. Check In

Hoje ao chegarmos em alguns hotéis já temos a possibilidade de efetuar o check in via totem na recepção do hotel, ou mesmo on line via aplicativos ou navegadores de internet, o que propicia agilidade e comodidade aos hóspedes na chegada ao hotel, além de que se o hotel estiver sendo gerenciado através de sistemas integrados, podemos cadastrar algumas de nossas preferências, como temperatura ambiente, cenários de iluminação e cenários noturnos (iluminação, cortinas, persianas) que vão garantir todo o conforto durante a estadia.

Tal tecnologia já é encontrada no Evolution Lisboa, considerado um dos hotéis mais tecnológicos do mundo.

Sendo o check in online ou via totem, uma das tecnologias para hotéis.

2. Automação das Suítes / Apartamentos

Após o hóspede chegar ao hotel e ter feito seu check in, o mesmo se dirige a sua suíte, e lá através de sistemas automatizados, o mesmo pode comandar, inclusive por App, os cenários de iluminação e persianas, para o melhor conforto e conforme o uso, seja para relaxar ou trabalhar.

Atualmente temos algumas tecnologias, extremamente confiáveis para aplicação nas suítes/apartamentos de sistemas  de automação dos fabricantes Legrand, Lutron e Schneider, sendo que alguns desses possuem produtos específicos para hotéis, desde a automação aos acabamentos de parede, inclusive sem fios.

Gerar conforto e comodidade através de soluções de automação, que é uma das tecnologias para hotéis, agrega valor a experiência do hóspede.

3. Controle de Temperatura

Nada melhor do que chegarmos em um ambiente com a temperatura agradável, e o conceito de temperatura agradável, pode mudar de pessoa para pessoa, por isso é importante o controle de temperatura individual em cada suíte do hotel, para que o hospede possa regular a temperatura de acordo com sua vontade, ou programar a mesma conforme os horários, garantindo o conforto.

Para que isso seja possível, devemos aplicar, uma das tecnologias para hotéis, que é o controle de temperatura através de dispositivos (termostatos, cronotermostatos), Apps, ou integrado a automação da suíte.

4. Reaproveitamento das Águas

Os recursos naturais devem cada vez mais serem preservados e bem utilizados, por isso, devemos aproveitar todo o potencial das águas das chuvas, e reaproveitarmos a mesma para utilização. Em hotéis,  temos um grande consumo de água, e uma das ações que geram grandes resultados de economia, é o programa de reuso de toalhas e roupas de cama.

Mas além das ações para gerar economia de água, devemos ter meios de reutilizarmos as águas das chuvas, captadas por telhados, que podem ser verdes, e as águas de lavatórios, que através de um sistema integrado de tratamento, podem ser reutilizadas, em vasos sanitários, limpeza dos pisos do hotel e estacionamento, irrigação dos jardins, evitando assim o consumo de água potável para esses fins.

Através de ações, programas e reutilização,  pode-se elevar ainda mais o potencial de economia de água potável que o mesmo recebe da concessionária, sendo está mais uma das tecnologias para hotéis.

Para o setor hoteleiro, recomendamos a leitura desta cartilha da Fecomércio-SP , de como implantar o uso racional de água no seu comércio, que contém dicas importantes que podem ser aplicadas em hotéis.

5. Fornecimento de Energia através do Sol

Um dos grandes custos da operação de um hotel é o consumo de energia elétrica, pois são diversos equipamentos, sistemas de climatização, iluminação, computadores, sistemas de segurança entre outros que consomem energia elétrica.

Dentre as opções de utilizar equipamentos mais eficientes, e ações para evitar o desperdício no consumo, algo que pode contribuir para redução da fatura de energia, é o aproveitamento da incidência do sol para a geração de energia limpa. A

Através de um sistema de geração de energia fotovoltaica, no qual são instaladas placas fotovoltaicas na área de telhados, ou fachadas , e interligadas as mesmas a um inversor de frequência que injetará a energia produzida na rede elétrica do hotel, ocasionando a redução no consumo de energia junto a concessionária, sendo está uma das tecnologias para hotéis.

Uma das facilidades da implantação de sistemas de energia fotovoltaica em hotéis, é possibilidade de uso de linhas de crédito do BNDES, que facilitam a implantação.

 6. Abastecimento dos Veículos Elétricos

Enquanto estamos descansando ou nos divertindo no hotel, nosso veículo híbrido ou elétrico, pode ser abastecido através das estações de recarga que estarão disponíveis no estacionamento/garagem do hotel , gerando assim praticidade e conforto, além de um diferencial, sendo está uma das tecnologias para hotéis.

As estações de recarga de veículos elétricos podem ser aplicadas em diversas situações em nosso cotidiano, seja na nossa garagem, enquanto dormimos; no estacionamento, enquanto trabalhamos ou vamos ao shopping e supermercados; nos postos, enquanto viajamos; O veículo elétrico e as estações de recarga estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Conheça mais como aplicar em cada caso, em nosso e-book.

Esse é o futuro e nós podemos incorporar essa tecnologia em seu projeto, entre em contato conosco.

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