Nos dias de hoje a presença de dispositivos inteligentes em nossas vidas está nas mais diversas áreas, e nas edificações não pode ser diferentes. Por isso atualmente, tem se preocupado cada vez mais com as instalações prediais, e de um modo geral estão incorporando tecnologias de automação predial para um gerenciamento mais efetivo visando eficiência e conforto, e por consequência a redução de custos. Neste artigo iremos abordar de forma resumida o tema de automação predial.
Mas, o que é automação predial?
Automação predial é inteligência distribuída, é economia de energia, é eficiência operacional, é redução de custos. A automação predial permite a execução de rotinas e tarefas de forma automatizada, por meio da utilização de dispositivos elétricos, eletrônicos, pneumáticos, simplificando a vida diária das pessoas e proporcionado conforto, segurança e economia. Para garantir a segurança e a qualidade nessas atividades, é importante a adoção de um sistema de automação predial ou building management system (BMS) específico para as demandas de cada tipo de uso das edificações.
A automação predial é um grande aliado em edifícios que visam a sustentabilidade, e buscam certificações de suas edificações, como a Certificação LEED, e que visam integrar as tecnologias, caso, do Ed. Eurobusiness.
Tem Vantagens?
As vantagens da adoção de tecnologias de automação predial ficam mais evidentes quando da análise de relatórios emitidos pelo sistema onde podem ser avaliados aspectos como a redução nos custos de manutenção das instalações, economia de energia, detecção rápida de avarias, maior conforto ambiental, maior eficiência na resposta a alarmes, entre outros.
Quais as funções da automação predial?
Podemos dividir as funções de uma automação predial em dois grandes grupos:
Subsistemas de supervisão e controle das utilidades, que realizam o controle das instalações elétricas, de refrigeração e aquecimento, de instalações hidráulicas, de gás e controle dos transportes verticais;
Subsistemas de segurança, ou seja, de proteção contra incêndio, contra intrusão e a monitoração visual;
A integração possibilita que sistemas distintos trabalhem de forma conjunta e otimizada. Por exemplo, a integração do Sistema de Automação Predial ao Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio permite que na ocorrência de um evento, os sistemas de ventilação de pressurização de escada sejam acionados automaticamente e o ar-condicionado desligado. Todos esses aspectos e características garantem que a sua planta terá mais conforto, eficiência, segurança e economia. Independente do segmento de mercado, nós oferecemos soluções sob medida.
Quais aplicações?
Elevadores: amplo controle e gerenciamento do sistema de elevador, garantindo maior segurança aos usuários.
Ar-condicionado: gerencia todo sistema de ar-condicionado proporcionando maior conforto e economia de energia.
Controle e Monitoramento de equipamentos: gerador, insufladores, exaustores.
Controle e Monitoramento de sistemas de Uso e Reuso de Águas: bombas, filtros, telhados verdes, estação de tratamento de esgoto, poços.
Menor consumo de energia: controle de iluminação, dimerização, controle crepuscular, sensores de utilidade para gerenciamento de energia otimizando os custos.
Sistema de Detecção e Combate a Incêndio: utilizando sistemas digitais endereçáveis atendendo normas nacionais e internacionais, e aliados a detecções eficientes e sistema de combate automático a incêndio, proporcionam segurança para a edificação e principalmente aos usuários.
CFTV – Monitoramento por Imagem: com projetos personalizados ao tipo e uso da edificação, garante-se imagens de alta definição, integrado aos sistemas de automação.
Controle de Acesso: controle de acesso de veículos e pessoas, com acesso por biometria, proximidade, catracas, cadastramento e reconhecimento fácil/irís.
Veja abaixo o que a automação predial pode fazer em um hotel:
O que é necessário para implementar?
Atualmente, muitas das tecnologias desenvolvidas para automação predial já estão incorporadas de fato aos novos projetos e essa demanda do mercado, gerou a necessidade de uma infraestrutura de cabeamento capaz de suportar as atuais e novas aplicações das telecomunicações e de automação predial, devendo ser capazes de permitir o funcionamento de todos os sistemas.
O fato é que para a implantação de um projeto integrado que atenda aos requisitos destes sistemas, é necessário um planejamento prévio, um bom projeto de automação e segurança, e que a execução do projeto seja feita por especialistas. Da mesma forma, é importante para a instalação, os teste de todos os dispositivos. Um projeto de automação predial deve prever uma estrutura capaz de suportar todos os tipos de dispositivos de automação eletroeletrônicos (sensores, atuadores, etc.), equipamentos para voz, imagens e dados. Também deve incluir igualmente todos os serviços adicionais possíveis ao nível de automação para o bem estar dos usuários da edificação.
Com essa finalidade, os projetos de automação e segurança predial passaram a ter uma grande importância, para que seja adotada uma infraestrutura baseada em normas e técnicas de cabeamento estruturado e protocolos universais, como por exemplo o KNX, que possibilita ao sistemas a expansão e conectividade com dispositivos de diversos fabricantes; sendo capaz de atender ao crescimento das exigências e novos serviços dos usuários da edificação, possibilitando ainda a atualização tecnológica dos dispositivos constituintes.
E para exemplificar um sistema de automação predial, conheça o Eurobusiness, que conta com estas tecnologias para tornar mais eficiente sua operação.
A automação predial passou a ser sinônimo para integração e uma tendência mundial na medida em que racionaliza o uso da energia, além de proporcionar conforto e segurança para os usuários de uma edificação. Trata-se de um mercado em crescente expansão, onde existem inúmeras aplicações e produtos para facilitar as atividades do dia-a-dia visando trazer mais conforto para seus usuários.
Da função mais simples a mais complexa existe um ou mais sistemas de automação e segurança que permitem que cada ponto de uma edificação seja controlado de modo inteligente, tanto individualmente quanto em conjunto com o restante do sistema. Por esse motivo as aplicações de automação predial permitem o conforto, praticidade, eficiência e segurança.
Muitos tem ouvido falar em sustentabilidade, em edifícios verdes, edifícios saudáveis, edifícios com certificação LEED, e sempre quando se fala nesses “tipos” de edifícios, ouvimos falar sobre telhados verdes, ecotelhados, mas o que é isso? É uma boa opção? Pode ser aplicado em qualquer edificação? Quais as vantagens e desvantagens? E nesse artigo iremos fazer um breve resumo sobre telhados verdes.
O que é um Telhado Verde?
Telhados verdes são soluções arquitetônicas que consistem no uso da cobertura de uma edificação para contribuir com o meio ambiente, seja através da produção de energia fotovoltaica, armazenamento de água laminar (ecotelhado), ou na aplicação de uma camada vegetal sobre uma base impermeável, podendo ser uma laje impermeabilizada ou mesmo um telhado convencional, que é o tipo de telhado verde, que iremos abordar aqui, o com uso de vegetação e retenção de água de chuva.
Jardins na cobertura do Ed Rockefeller Center em Nova Iorque
Quais os benefícios dos Telhados Verdes?
A solução agrega conforto térmico e acústico, o que minimiza gastos energéticos com aquecimento e refrigeração, constituindo se numa solução para a economia de energia. É uma solução estética, pois tem o intuito de valorizar uma área que, normalmente, é subutilizada, fazendo que a laje/cobertura de uma edificação se transforme em um jardim suspenso, de uso comum ou, ainda, para outros usos, como um ambiente para recreação infantil.
Além dos aspectos apresentados acima, é uma alternativa viável para contribuir com a paisagem da cidade, amenizando a poluição, através da filtragem do ar realizada pelas plantas, e as enchentes, já que a vegetação tem a capacidade de retardar a drenagem pluvial, reduzindo o impacto da água da chuva nas redes pluviais das cidades.
Portanto, é uma tecnologia sustentável. Esse é o efeito obtido nos chamados microclimas urbanos, e atuam fortemente na diminuição do stress causado pelo excesso de concreto. E contribuem ainda para uma queda de temperatura nas ilhas de calor muito comuns nas áreas urbanas, devido ao calor armazenado nas edificações.
Integração dos telhados verdes com o ambiente urbano
Cuidados ao Aplicar o Telhado Verde?
Telhados verdes devem ser aplicados sobre superfícies impermeabilizadas e aptas a receber uma camada de substrato e ou módulos plantados. A estrutura deverá suportar cargas compatíveis com o projeto de telhado verde desejado, sendo em média 80 kg/m2( carga estática ) para plantas variadas, e de 150 kg /m2 para gramados, podendo variar conforme o projeto.
Deve se atentar para a inclinação, que deve ser entre 2% à 35%, ou até 75% com o travamento dos módulos; E considerar meio drenante a ser instalado abaixo dos módulos ou da camada de substrato, considerando bocais para escoamento da água de chuva, conforme ABNT/ NBR 10844; Sendo que retenção da água de chuva nos módulos é de 33 litros por m2.
O que Observar no Projeto do Telhado Verde?
Os projetos com telhados verdes são bastante flexíveis e podem contemplar todas as necessidades, ou seja, do cultivo de alimentos a áreas acessíveis, como jardins suspensos, até ao armazenamento de água com produção de energia fotovoltaica. No entanto, na definição do projeto, é importante optar por plantas robustas e com pouca manutenção e consumo de água.
Na infraestrutura onde será implantando o telhado verde, deve-se ter atenção à impermeabilização da base, na utilização de produtos e mão de obra de qualidade, e seguir as diretrizes prevista na NBR15352 e NBR9952; e verificar as cargas aplicadas pelo telhado verde sobre a estrutura, conforme as plantas e uso que está sendo projetado.
Quanto Custa o Telhado Verde?
O telhado verde possui uma variação de preço entre R$100,00 a 150,00/m2 variando conforme a região e o tipo, e é um custo maior de implantação do que telhados convencionais ou lajes impermeabilizadas. Mas a vantagem é observada através do ciclo de vida completo do telhado verde, pois sua duração é em média o dobro do tempo da opção convencional, e apesar de exigir alguns cuidados periódicos, protege a laje concentrando e suportando as diferenças de temperatura e insolação.
Comparação por imagem térmica de edificações em Chigago, com e sem telhado verde
O telhado verde contribuiu com diversas pontuações , quando da certificação LEED da edificação, se tornando um forte aliado para a sustentabilidade da edificação, e para a saúde dos usuários da mesma.
Telhados Verdes, uma boa opção?
SIM e NÃO. Depende do ponto que estamos analisando!
SIM, porque o mesmo tem diversos benefícios como vimos até aqui.
NÃO, porque a energia empregada e as emissões para a fabricação do telhado verde só será revertida a longo prazo. Segundo um estudo recente realizado em Chicago, demonstrou um gasto de 40.000BTUs para instalação e fabricação das camadas plásticas de impermeabilização e proteção da estrutura, sendo que esse custo ambiental será revertido só após 40 anos, considerando que não sejam feitas trocas, apenas manutenções periódicas.
Prefeitura de Chicago
Cabe a todos nós profissionais e cidadãos cobrarmos de nossos governantes, políticas que incentivem a instalação de telhados verdes, pois com isso , conseguiremos maiores benefícios, além de reduzirmos os pontos negativos do mesmo.
E você , quando pretender instalar um telhado verde em sua edificação, consulte sempre empresa especializada, de forma a evitar problemas com a escolha das plantas e sua sobrevida depois de plantadas sobre o teto, bem como os cuidados necessários para ter um telhado sempre verde e saudável e que possa ser aproveitado ao máximo.
Condomínios com portões, bombas e equipamentos quebrados, com mau funcionamento ou em estado avançado de degradação, além de criarem transtornos de ordem prática na vida de seus condôminos, são também sinônimos de muitas reclamações e despesas extras. A manutenção em edificações preventiva e o Retrofit contribuem para a redução da ocorrência destes e outros tipos de incidentes, além de melhorarem o desempenho da edificação, o que se traduz em redução de custos, valorização do imóvel e, claro, maior satisfação de seus moradores/usuários. Diante desse fato, é importante desenvolver um plano de Manutenção Preventiva e Corretiva e de Metas para a Realização de Retrofit para as edificações mais antigas.
BENEFÍCIOS DA MANUTENÇÃO EM EDIFICAÇÕES
Redução dos custos de manutenção do condomínio.
Valorização das unidades.
Redução do consumo de recursos naturais, como água e energia.
Conscientização dos condôminos sobre questões socioambientais.
Melhoria do espaço urbano.
Atendimento às legislações municipais, estaduais e federal.
COMO FAZER
1º Passo: Diagnóstico das Condições do Edifício
O responsável pelo condomínio deve percorrer todas as áreas do edifício, e efetuar anotações das evidências encontradas. Este processo pode ser facilitado pela criação de uma checklist com todos os pontos a serem verificados.
2º Passo: Identificação de Perigos e Avaliação de Riscos Deve-se extrair do diagnóstico os itens que expõem funcionários, condôminos, visitantes e fornecedores a perigos e riscos.
Uma vez detectados perigos e riscos iminentes, deverá ser contratado um profissional habilitado (Engenheiro Civil, Elétrico, Técnico de Segurança e Saúde do Trabalho) para emissão de laudo e relatório dos itens críticos. Esta etapa pode demandar consulta às plantas das instalações elétricas, hidráulicas, realização de cálculos etc.
3º Passo: Desenvolvimento do Plano de Ação No plano de ação, deve-se detalhar as providências para a manutenção geral corretiva, para o plano de ações preventivas e as propostas de melhorias e retrofit.
Os orçamentos devem ser providenciados para levantamento dos custos e previsão de valores a serem investidos. Deve-se estabelecer um cronograma físico-financeiro de implementação das ações, considerando como prioritárias as medidas consideradas emergenciais.
4º Passo: Comunicação com Moradores Realizar a convocação de Assembleia Geral Ordinária ou Extraordinária para apresentação dos planos e aprovação do cronograma físico-financeiro.
Para apoiar a tomada de decisão dos condôminos é importante que sejam apresentadas fotografias da situação atual das áreas de intervenção, amostras de materiais propostos (quando possível), catálogos de fabricantes, listas de referências de clientes, orçamentos, etc.
5º Passo: Implementação do Plano de Ação Após a aprovação em assembleia e distribuição da ata, deve ser dado andamento às ações para realização das obras, manutenções, retrofit, melhorias etc., conforme o cronograma estipulado no plano. Plano de manutenção preventiva e retrofit em condomínios
6º Passo: Monitoramento e Revisões do Plano Devem ser avaliados e efetuados os ajustes necessários semestralmente e, anualmente, na ocasião da realização da Assembleia Geral Ordinária, quando é efetuada a prestação e aprovação das contas e ações realizadas no exercício. Durante o transcorrer da realização do plano de ação, sempre que necessário, devem ser efetuadas reuniões com o Conselho Fiscal e comunicações por e-mail com os demais condôminos.
O resultado das eleições gerais de domingo na Alemanha trazem alguns pontos importantes para a política deste país que foi um dos pioneiros no uso e incentivo na geração de energias limpas como a solar e a eólica. E marca um novo período de mais um mandato da chanceler Angela Merkel, do bloco conservador, e a estréia da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD) no Parlamento como terceira força, de acordo com informações da EFE.
O compromisso de longa data da Angela Merkel para redução de emissões de gases e por seus esforços para ajudar o país a mudar para as energias renováveis, trouxe a líder da Alemanha o apelido de “A Chanceler do Clima “.
Mas muitos agora se perguntam se ela pode estar à altura dessa reputação, tendo em vista algumas de suas ações que não tem colaborado para que a Alemanha alcance alguns dos compromissos de redução assumidos no passado. Para ver uma linha do tempo da chanceler com o meio ambiente, clique aqui.
VEÍCULOS ELÉTRICOS, UM CAMINHO?
Na Alemanha, um dos conflitos para redução da emissão de gases e para mudança da matriz energética, é a indústria automobilística, que contribui para a emissão de gases pesados, e que tem gerado uma pressão por parte dos cidadãos perante os governantes do país e dos municípios, devido a influência na saúde dos cidadãos devido ao ar poluído, já que o ambiente e as edificações que vivemos influenciam nossa saúde.
O Bundesrat, conselho federal alemão, votou pela proibição dos motores de combustão interna até 2030. A partir desse ano, todos os carros vendidos na Alemanha deverão ter motores alimentados a eletricidade, hidrogênio ou outras fontes de energia limpa. De acordo com a revista alemã Der Spiegel, o incentivo aos veículos elétricos é uma das medidas tomadas para reduzir as emissões de dióxido de carbono na Alemanha em 95% até 2050. A resolução do Bundesrat, que representa os 16 estados alemães, não tem efeito legislativo: a medida precisa ser aprovada pela União Europeia para valer. No entanto, como lembra a Forbes, “as regulações alemães tradicionalmente têm moldado as regulações da União Europeia e da UNECE [Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa]”.
No caminho de mudar a sua frota de veículos para elétricos, o governo alemão tem um programa de incentivo, com redução do valor do carro dependendo se o mesmo for 100% elétrico , ou um plug-in híbrido, e pretendem ter 1 milhão de veículos nas estradas alemãs até 2020.
Assista o vídeo abaixo e conheça um pouco mais sobre recarga de veículos elétricos:
O CUSTO DA ENERGIA RENOVÁVEL
O custo da energia renovável está caindo mais rapidamente do que os analistas previram poucos anos atrás, devido as tecnologias que estão reduzindo os custos dos parques eólicos e solares, ficando inevitável que a energia limpa se torne mais econômica do que os combustíveis fósseis para as companhias de energia elétrica. O avanço mais visível está no tamanho das turbinas eólicas.
Michael Liebreich, criador da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), projetou dois “pontos de inflexão” em que o custo da energia renovável tornará cada vez mais atraente diante da geração de eletricidade com gás natural e carvão, principais fontes de energia na Alemanha.
“O primeiro chegará quando a energia eólica e solar ficar mais barata do que qualquer outra”, disse Liebreich. No caso do Japão, em 2025 será mais barato construir uma nova usina de células fotovoltaicas do que um gerador de eletricidade a carvão. A energia eólica atingirá esse marco na Índia em 2030.
Um segundo ponto de inflexão, um pouco depois, será quando ficar mais caro operar as usinas a carvão e gás existentes do que gerar eletricidade com a energia eólica e solar. Segundo projeções da BNEF, isto poderia acontecer em meados da próxima década na Alemanha e na China.
A PRIMEIRA ECONOMIA DE ENERGIA RENOVÁVEL DO MUNDO
A Alemanha foi chamada de “a primeira economia de energia renovável do mundo “.
No domingo, 15 de maio de 2016 às 14:00 horas, as energias renováveis forneceram quase toda a demanda interna de eletricidade.
Mais de 23.000 turbinas eólicas e 1.4 milhões de sistemas fotovoltaicos são distribuídos em toda a área do país com 357 mil quilômetros quadrados. A partir de 2011, o governo federal da Alemanha está trabalhando em um novo plano para aumentar a comercialização de energia renovável ,com foco especial em parques eólicos offshore . Um grande desafio é o desenvolvimento de capacidades de rede suficientes para transmitir a energia gerada no Mar do Norte aos grandes consumidores industriais nas partes do sul do país.
Segundo dados oficiais, cerca de 370 mil pessoas estavam empregadas no setor de energia renovável em 2010, especialmente em pequenas e médias empresas. Este é um aumento de cerca de 8% em relação a 2009 (cerca de 339.500 postos de trabalho) e bem mais do dobro do número de empregos em 2004 (160.500). Cerca de dois terços desses empregos são atribuídos à Lei das Fontes de Energia Renovável.
A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA DA ALEMANHA
O Energiewende , designa uma mudança significativa na política energética a partir de 2011. O termo engloba uma reorientação da política da demanda ao fornecimento e uma mudança da geração centralizada para a geração distribuída (por exemplo, produção de calor e energia em unidades de cogeração muito pequenas) , que deve substituir a superprodução e o consumo de energia evitável com medidas de poupança de energia e maior eficiência.
De acordo com uma pesquisa de 2017 realizada para a Agência Alemã de Energias Renováveis, entre 1016 entrevistados, 95% dos alemães apoiam a expansão das energias renováveis. Quase dois terços dos entrevistados concordam com as usinas de energia renovável perto de suas casas. O apoio aumenta ainda mais se os entrevistados já tenham experiência com essas usinas em sua vizinhança.
“A relação da pessoa com o ambiente em que vive influência sua saúde”
Na atualidade temos nos preocupado, e buscado melhorar nossa saúde e qualidade de vida, mas será que temos nos preocupado em analisar todas as variáveis que interferem em nossa saúde. Diversos são os fatores que têm impacto direto em nossa saúde, e muitas vezes nós nem imaginamos quais são eles. Muitas das vezes os ambientes em que vivemos, seja no trabalho, ou em nosso lar, os mesmos podem não estar contribuindo, ou poderiam ter uma melhor contribuição em nossa qualidade de vida e saúde.
Você sabia que o ambiente onde você vive ou trabalha pode estar te deixando doente? Iluminação, qualidade do ar interno, materiais utilizados na construção, acústica do local e campos eletromagnéticos, tudo têm influência em como você se sente, e na predisposição para desenvolver doenças.
“Viver em um local que não é saudável pode proporcionar diversos transtornos”
Estudos comprovam que o local em que as pessoas residem e trabalham é um fator determinante na saúde. Ambientes com problemas podem desencadear distúrbios do sono, alergias, cansaço, envelhecimento precoce, obesidade, entre outras doenças.
O espaço em que habitamos, trabalhamos e descansamos deve nutrir nossos potenciais, gerando vida e bem-estar. Quando o indivíduo convive em ambientes saudáveis, ele adquire qualidade de vida, disposição, além do aumento da produtividade em atividades cotidianas.
Desta maneira, pensar a relação entre edificações e saúde deve ser uma prática presente nas discussões acerca da qualidade de vida e na construção de edificações em que vivemos, seja para trabalhar ou morar, é este assunto que queremos introduzir neste artigo onde traremos algumas reflexões sobre cidades, locais de trabalho e moradias.
A OMS define a saúde como: “Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença.”
CIDADES SAUDÁVEIS
O conceito começou a ter amplitude mundial na década de 90, com a criação de redes de cidades saudáveis. Aquilo que acontece no espaço que as pessoas vivem tem influência sobre a saúde e qualidade de vida delas, então, cidade saudável é aquela que desenvolve políticas públicas que estejam vinculadas aos determinantes principais de saúde e doença, entendendo que esses determinantes não são só biológicos.
Como manter uma vida saudável em cidades, onde as pessoas passam parte do seu dia no trânsito, com acesso à alimentos in natura restrito e a qualidade do ar que é quase sempre ruim? Em casa, nem sempre a situação melhora, pois é preciso lidar com uma habitação pouco ensolarada, de isolamento térmico ruim, sistema de aquecimento nocivo à saúde e saneamento precário. Investir para mudar esses aspectos contribui para melhorar a saúde das pessoas e gera economia ao cofres públicos.
É isso que a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer mostrar aos gestores públicos, num processo de convencimento e capacitação. A intenção é ampliar os investimentos em ações de promoção de saúde que vão além dos hospitais e dos consultórios médicos, mexem no cotidiano das cidades, mudam hábitos e condições de vida.
Esse plano da OMS está dentro do conceito de cidades saudáveis, onde ter ambientes urbanos que ofertem serviços e meios para que seus moradores tenham mais saúde. E as ações variam de políticas de saneamento até o incentivo à realização de feiras públicas, tudo pensando nos impactos que cada intervenção na cidade terá para a saúde e a qualidade de vida dos moradores.
Nas cidades o incentivo a ciclovias, calçadas em boas condições e transporte público que geram uma redução do tráfego, o que melhora a qualidade do ar, e incentivo a atividade física, o que contribui para reduzir diversas doenças crônicas.
“Amsterdã é um exemplo, pois na cidade, as bicicletas são usadas como meio de transporte pela maioria dos moradores, o que insere a atividade física no cotidiano”
O sistema BRT adotado por Curitiba nos anos 1970 é apresentado como exemplo de boa prática de transporte público.
Já a poluição do ar é um dos grandes inimigos da saúde, e a OMS destaca que os mesmos benefícios das medidas para melhorar o clima, como a redução das emissões de CO2 e da queima de combustíveis fósseis, poderão ajudar a reduzir casos de doenças pulmonares e cardíacas. Por ano, cerca de 3,3 milhões de pessoas morrem devido a doenças relacionadas aos poluentes do ar.
Assista abaixo o vídeo sobre Qualidade Interna do Ambiente do Arquiteto Filipe Boni.
EDIFICAÇÕES SAUDÁVEIS PARA SE TRABALHAR
Nos locais de trabalho, para que se possa proporcionar saúde aos colaboradores, deve ser analisados a edificação e o ambiente que ela proporciona. Um ambiente de trabalho saudável é aquele em que os trabalhadores e os gestores colaboram para o uso de um processo de melhoria contínua da proteção e promoção da segurança, saúde e bem-estar de todos os trabalhadores e para a sustentabilidade do ambiente de trabalho.
O ambiente físico de trabalho se refere à estrutura, ar, maquinário, móveis, produtos, substâncias químicas, materiais e processos de produção no local de trabalho. Estes fatores podem afetar a segurança e saúde física dos trabalhadores, bem como sua saúde mental e seu bem-estar.
Confira mais sobre ambiente de trabalho saudável, baixando esse manual de como implementar ações, clicando aqui.
“A riqueza de uma empresa depende da saúde dos trabalhadores”
Reconhecido em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o imóvel pode ser diagnosticado com a Síndrome do Edifício Doente (SED), quando mais de 20% dos ocupantes apresentam sintomas como dores de cabeça, fadiga e irritação nos olhos, nariz e garganta. Nesses casos, a origem do problema pode estar na concepção do projeto da edificação, principalmente dos sistemas de ar-condicionado, e na falta de planos de manutenção periódica dos equipamentos.
Certificações LEED e WELL
Diante disso e outros fatores, a busca por certificações de edificações no âmbito de sustentabilidade, como a certificação LEED, tem colaborado para a saúde, pois vêm incentivando projetistas e construtores a melhorar a qualidade ambiental dos edifícios produzidos em todo o mundo. As exigências das normas contempladas no processo de certificação, leva em conta questões de conforto ambiental, térmico, visual e qualidade do ar o que traz benefícios diretos aos usuários da edificação, colaborando para sua saúde física e mental.
Resultado de sete anos de pesquisas desenvolvidas por profissionais da medicina, ciências e construção civil, a certificação WELL Building Standard se concentrar exclusivamente na saúde e bem-estar dos ocupantes das edificações.
“Considerando que as pessoas passam cerca de 90% do seu tempo em ambientes construídos, é fundamental avaliar o impacto desses locais em seus usuários”
Lançada em 2014 pelo International WELL Building Institute (IWBI) e administrada em parceria com o órgão certificador Green Building Certification Institute (GBCI), a certificação WELL estabelece requisitos de desempenho em sete categorias: ar, água, alimentação, iluminação, fitness, conforto e mente.
Conheça um exemplo de uma edificação saudável para se trabalhar:
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EDIFICAÇÕES SAUDÁVEIS PARA SE MORAR
Assim como devemos procurar ter um local e ambiente de trabalho que contribua para nossa saúde, devemos morar em um local que faça o mesmo. E existem vantagens em se viver numa moradia saudável, que é diminuir e evitar a incidência de alergias, distúrbios do sono, cansaço, envelhecimento precoce e obesidade, que estão entre os padrões e sintomas de saúde que podem ter a causa, o local que você mora.
Ao viver, em um ambiente saudável, você passa a ter mais saúde e disposição, fica menos suscetível a doenças oportunistas, ganhando muito mais qualidade de vida e bem estar.
Dentre os elementos de uma moradia saudável , iremos destacar alguns:
Qualidade do ar interno
Este é um dos temas mais importantes da relação entre a saúde das pessoas e o local em que elas habitam, especialmente quando esse ambiente é fechado.
Contribuem para a poluição do ar interno, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA): Ventilação ineficaz; Posicionamento incorreto da entrada de ar do sistema de ar condicionado; Tabagismo; Contaminantes químicos provindos de materiais de construção e mobiliário interno; Contaminantes químicos provindos de materiais de limpeza; Contaminantes biológicos (fungos e bactérias); Contaminantes químicos provindos de aparelhos de fax, impressoras e fotocopiadoras; Poeira; Compostos tóxicos exalados naturalmente por usuários da edificação.
Luminosidade
Deve-se aproveitar a iluminação mais natural possível, sendo a mesma provinda do sol é responsável pela produção de Vitamina D, cuja a mesma é responsável por diversos fatores de nossa saúde, como, a absorção de cálcio e fósforo, produção de serotonina, regulação do ciclo circadiano (dia e noite) e que atua diretamente nos estados de bem estar e bom humor humanos.
“O sol é responsável pela produção de Vitamina D, o que traz inúmeros benefícios para a saúde”
Mas a falta de iluminação em determinadas ocasiões também é importante. À noite, permanecer em um quarto escuro, sem iluminações artificiais, é fundamental, já que nosso corpo é adaptado ao ciclo da terra, de dias e noites. Romper esse ciclo, chamado circadiano, faz com que o nosso organismo deixe de funcionar da maneira adequada e assim abrimos o caminho para doenças e mal funcionamento do nosso organismo.
Acústica
Sintomas de irritabilidade, mal humor, estresse e cansaço generalizados, perda de produtividade, assim como distúrbios do sono, podem estar associados à poluição sonora. Buscar uma casa com sons naturais, de pássaros e insetos, sons da natureza é importante, e evitar áreas que possuam grande trânsito terrestre e aéreo é importante para que nosso sono e saúde não seja prejudicada. Mas em muitos casos isso não é possível, por isso o investimento em equipamentos anti-ruídos é fundamental, seja da aplicação de esquadrias com isolamento acústico, bem como mantas acústicas nos pisos e paredes, ao isolamento das tubulações hidráulicas , todos contribuem para um ambiente em que possamos recuperar nossas energias e manter a saúde em dia.
Qualidade da água
Uma água de qualidade, em seus componentes físicos e químicos, é fundamental para um vida saudável. E a água em nossa moradia, não é apenas absorvida pelo nosso organismo apenas quando a bebemos, mas também quando entramos em contato com ela no banho, na torneira, ou através dos alimentos que lavamos antes e comer e que absorvem um pouco daquela água. Por isso devemos nos preocupar com a qualidade da água em nossa moradia, através do uso de filtros de água na entrada junto a concessionária, bem como a limpeza dos reservatórios, a utilização de filtros para consumo, torneiras com ozônio para higienização dos alimentos, são medidas que irão ajudar ao consumo de uma água de melhor qualidade, que contribuirá para nossa saúde.
Paisagismo
As plantas são um dos maiores sinônimos de natureza, e natureza nos remete a uma vida saudável , contribuindo para nossa mente e para o ar que respiramos, pois as plantas possuem papel fundamental na limpeza do ar que respiramos, não apenas na relação oxigênio-gás carbono, presente na fotossíntese, mas também na limpeza de gases tóxicos e compostos orgânicos voláteis (COV’s) emitidos por materiais de construção e decoração.
Selo Casa Saudável
O selo, coordenado pelo Healthy Building World Institute (Instituto Mundial de Construção Saudável), tem como missão assegurar espaços saudáveis que proporcionem bem-estar para a sociedade. Ele é o primeiro certificado mundial para construções, profissionais e produtos da construção que leva em consideração elementos de saúde e bem-estar.
Da concepção à construção, as edificações podem ser planejadas para serem ecofriendly e também seguras para sua saúde. Grande parcela da população passa a maior parte de suas vidas dentro de ambientes fechados, em residências, local de trabalho, shoppings, escolas, universidades ou restaurantes, e garantir que esses ambientes sejam saudáveis é essencial para cuidarmos de nossa saúde de forma preventiva.
Com isso, propõe uma atitude responsável em relação à tomada de consciência sobre as edificações, para eliminar o mal-estar e doenças provocadas por elas.
Conheça um pouco mais sobre o Selo Casa Saudável no vídeo abaixo:
SUSTENTABILIDADE E SAÚDE
Cuidar das pessoas, cuidar do meio ambiente e cuidar dos recursos financeiros. Isto quer dizer sustentabilidade.
“Quando criamos ambientes saudáveis temos a certeza de estarmos criando não apenas pessoas saudáveis, mas um mundo melhor e mais equilibrado”
Conheça um edifício saudável, que mesmo sem certificar, usou princípios saudáveis, e que agrega benefícios como poder trabalhar e morar na mesma edificação: