Revisão elétrica precisa ser feita a cada dez anos

Poucos se preocupam, mas essa medida reduz o risco de um incêndio em casa

Quando se fala em manutenção de um imóvel, o que vem à cabeça são uma nova pintura, reparos no telhado ou a troca de um piso. Quase ninguém se lembra das instalações elétricas. Como ficam embutidas nas paredes ou forros das casas e comércios, acabam passando despercebidas. Mas a fiação envelhece, a camada isolante resseca e perde a propriedade isolante, o que pode provocar fuga de energia, com risco de curto-circuito e até incêndio.

Além do desgaste natural pelo uso, sempre é bom lembrar que nos últimos 20 anos os equipamentos domésticos se multiplicaram, mas poucas pessoas tiveram o cuidado de modernizar, da mesma forma, a infraestrutura das residências para suportá-los.

Por isso, tão importante quanto fazer o planejamento do projeto elétrico, é revisar as instalações elétricas a cada dez anos, em média.

Segundo especialistas, boa parte dos incêndios em casas e apartamentos são causados por problemas na rede elétrica doméstica. E muitas destas ocorrências são desencadeadas pelo mau uso de equipamentos, como a mania do brasileiro de usar os chamados benjamins, aquelas tomadas com várias saídas.

No Paraná, anualmente, os bombeiros atendem em média 4.500 casos de incêndios em edificações, ou 12 casos todos os dias. No ano passado foram 4.507 incêndios em edificações em todo o Estado, número semelhante ao de 2015, quando foram 4.513 casos. As estatísticas não mostram as causas destes incidentes, mas os bombeiros afirmam que boa parte tem a ver com as instalações elétricas mau usadas ou deficientes.

Cinco indícios que mostram que a fiação precisa de manutenção

A tomada esquenta quando o eletrodoméstico está em funcionamento?
Isso é sintoma de sobrecarga na rede. O problema, em geral, está nos condutores elétricos, antigos ou muito finos para o equipamento em questão.

O eletrodoméstico está dando choque?
É uma indicação de fuga de energia. Faça um teste retirando todos os aparelhos das tomadas e aguarde 15 minutos. Caso o relógio de medição continue girando é melhor chamar um eletricista para encontrar a origem e resolver a fuga de energia.

Suas tomadas têm três pinos?
Embora dê um pouco de trabalho, vale a pena trocar as tomadas pelo modelo de três pinos. Seu nome correto é 2P+T, ou seja, dois pinos mais o terra, que correspondem aos condutores fase, neutro e terra. Tornou-se obrigatório em instalações elétricas desde 2009.

Seu imóvel possui aterramento?
O aterramento é feito por um cabo ou fio verde/amarelo que percorre todas as tomadas da residência ou comércio e é ligado ao chão por meio de hastes metálicas, geralmente cobre, que é altamente condutor.

O plugue não cabe na tomada?
Os plugues são fabricados em dois diâmetros: 4mm para corrente nominal de 10 ampères e 4,8mm para os que possuem 20 ampères, o que impede que aparelhos de maior potência sejam ligados em tomadas não compatíveis. Portanto, não insista se o plugue não estiver entrando na tomada.

Fonte: Tramontina

Tecnologia do bitcoin é aproveitada em revolução elétrica

A tecnologia do bitcoin está começando a entrar no negócio de eletricidade, reformulando o modo como os pagamentos são gerenciados sempre que um interruptor de luz é acionado.

De Nova York a Viena, pesquisadores e empresas de energia estão adaptando o sistema de contabilidade baseado na nuvem usado para monitorar bitcoins como substitutos de sistemas administrativos mais lentos que exigem trabalho humano constante e muitas planilhas.

Uma vez estabelecida, essa base de dados, chamada blockchain, registra automaticamente ações individuais em um sistema, as formata e armazena os resultados em uma lista segura disponível online para qualquer um, em qualquer parte, que tenha acesso.

Mas qual a necessidade de tanta velocidade? As empresas de energia estão se distanciando do esquema centenário no qual monopolizavam a oferta e a distribuição.

Agora, parques eólicos e solares independentes estão abastecendo as redes de energia em breves intervalos de tempo, às vezes imprevisíveis, exigindo assim que os sistemas de transações sejam mais ágeis e descentralizados.

Empresas de energia como a RWE, na Alemanha, e a Fortum, na Finlândia, estão recorrendo às tecnologias blockchain exatamente para isso.

“Está ocorrendo uma mudança no modelo de negócios e elas estão tentando descobrir como participar desse novo mundo de energia distribuída”, disse Lawrence Orsini, fundador da desenvolvedora de blockchain LO3 Energy, com sede em Nova York.

O blockchain já garantiu seu lugar em setores tão diversos como as finanças, os seguros, a locação de carros e o streaming de música.

Ele está na moda em Wall Street, e instituições como JPMorgan, Barclays e Wells Fargo estão pesquisando como usar a tecnologia no trading. A energia é o próximo objetivo.

Na Alemanha, a RWE vem testando o blockchain para a recarga de veículos elétricos e em uma plataforma em que os consumidores podem fazer transações com energia verde sem depender das empresas de energia.

“Nossa hipótese é de que haverá uma economia de máquina para máquina na qual as máquinas realizarão transações entre elas”, disse Carsten Stoecker, que dirige pesquisas sobre blockchain no centro de inovação da RWE.

“Tecnologias de internet descentralizadas como o blockchain se tornarão a camada de transação para isso”.

A startup Grid Singularity, com sede em Viena, está trabalhando em uma plataforma digital descentralizada que permite que as pessoas comprem e vendam energia.

A empresa espera testar seu blockchain em usinas de energia até o fim do ano, disse Tobias Federico, líder de design de mercado da empresa.

Algumas empresas de energia já estão preparando testes do blockchain. A Vattenfall, maior empresa de energia da região nórdica, planeja testar a tecnologia em sua plataforma online Powerpeers, um site que permite que os clientes comprem e vendam eletricidade sem passar pela empresa de energia, disse Claus Wattendrup, gerente-geral da Vattenfall Europe Innovation.

Fonte: Portal Exame