Chuveiros Automáticos ou Sprinklers… O que são?

Sprinklers

Esse sistema pode ser conhecido tanto por Sistema de Sprinklers quanto por Sistema de Chuveiros automáticos. É composto basicamente de uma reserva técnica, canalização fixa resistente ao fogo, conjunto de bombas hidráulicas (se houver necessidade) e os bicos de sprinkler.

O sistema de sprinkler está padronizado na NBR 10897 que por sua vez tem como base a NFPA 13.

Funcionamento Básico (canalização molhada)

  • Abastecimento de Água

Há a necessidade que o abastecimento de água seja feito por fontes confiáveis e devem estar permanentemente disponíveis.

  • Sistema de Bombas

Quando não é possível gerar a pressão e vazão apenas através da gravidade, é necessário o uso de um conjunto de bombas de pressurização para atender as exigências.

  • Sistema de Controle e Alarme

O sistema de alarme é acionado por válvulas especiais sensíveis ao fluxo da água.

  • Rede Hidráulica de Distribuição

É toda a canalização que vem após o sistema de Controle e Alarme.

Os sprinklers são os pontos mais frágeis do sistema de chuveiros automáticos. Quando intactos, ampola e o disco obturador suportam a pressão da água. Dentro da ampola é encontrado o líquido termossensível, que em ocasião de aumento da temperatura se dilata e provoca o seu rompimento. Consequentemente ocorre a liberação do disco obturador e a água extravasada da canalização é direcionada para o defletor, que tem função de espalha-la por uma área maior.

Chuveiros automaticos
Sprinkler ou chuveiros automático em funcionamento

CERTIFICAÇÃO

É muito importante que não apenas os bicos de sprinklers, mas todo o sistema seja certificado. No Brasil temos tubos, válvulas, bico de sprinklers, bombas com certificação de produtos para sistema de incêndio. As certificações mais conhecidas são a Brasileira, ABNT, que emite uma marca de conformidade de fabricação, e as americanas UL e FM Global.

A Importância do Sistema de Chuveiros Automáticos

O sistema de sprinklers é muito importante e muito eficiente no combate ao foco do fogo, é um elemento autônomo que independente da fumaça, calor e visibilidade continuará funcionando. Este sistema está associado ao alarme, que é acionado no momento que há fluxo de água na canalização, alertando os ocupantes da edificação a evacuarem a área. Seu acionamento é pontual e combate o foco do incêndio de uma forma muito efetiva.

Além disso, o acionamento dos sprinklers trás aos ocupantes uma sensação de proteção, pois retarda o alastramento das chamas que propicia a redução da fumaça e, consequentemente, do pânico.

Veja agora algumas estatísticas que reforçam a eficiência do uso dos sprinklers. Estas estatísticas foram realizadas por bombeiros com base em um questionário aplicado durante investigações de incêndios de todo território dos EUA.

Em situações de incêndio em edificações que tinham sistema de sprinklers, 96% dos casos eles foram acionados, sendo que, foram eficientes para controlar o incêndio em 89% dos casos.

Em edificações com sistema de sprinklers, houve 82% de sobrevivência em situações de incêndio, quando comparados a edificações que não possuíam o sistema, enquanto os danos materiais foram minimizados em 68% dos casos.

O Sistema de Sprinkler é o mais barato capaz de:

  • Detectar o Incêndio
  • Acionar o Alarme
  • Iniciar o Combate ao Foco do Fogo
  • Ação Automática e localizada

NBR 10897 – Chuveiros automáticos

Como foi indicado anteriormente, o sistema de sprinklers é padronizado pela NBR 10897 – Sistemas de Proteção contra Incêndio por Chuveiros Automáticos. De uma forma geral, é possível verificar o tipo de material a utilizar, tipos de sistemas, define as cores e temperaturas que os bicos de sprinklers.

Lembre-se

Primeiramente é necessário cumprir a legislação do seu estado ou cidade, então verifique a legislação da sua região e certifique-se o que o ela exige sobre o sistema de sprinkler.

Um ponto importante é que o sistema de sprinklers deve ser projetado de acordo com o seu risco que a edificação é discriminada. Dependendo dessa classificação é exigida a necessidade de instalação do sistema de chuveiros automáticos adequado.

 Classificação das Edificações

As edificações na NBR10897 assim como na NFPA 13, seguem uma classificação de acordo com o seu risco. Este risco servirá de base para os projetistas definirem alguns parâmetros como tipos de sistema de sprinkler, distâncias entre os bicos e diâmetro das tubulações.

  • Classe de Risco Leve

Ocupações isoladas onde o volume e/ou a carga-incêndio (combustibilidade do conteúdo) são baixas.

  • Classe de Risco Ordinário

Ocupações isoladas onde o volume e/ou a carga-incêndio são médios. Esta ainda se subdivide em 3 grupos.

  • Classe de Risco Extraordinário

Ocupações isoladas onde o volume e/ou a carga-incêndio são altas e possibilitam incêndios de rápido desenvolvimento e alta velocidade de liberação de calor. Este ainda se subdivide em 2 grupos.

  • Classe de Risco Especial

Ocupações ou parte das ocupações isoladas, comerciais ou industriais, onde se armazenam líquidos combustíveis e inflamáveis, produtos de alta combustibilidade, como: borracha, papel e papelão, espumas celulares ou materiais comuns armazenados em grandes alturas.

No anexo A da NBR 10897 contém outros exemplos de edificações e seus riscos

Manutenção e Erros Comuns nos Chuveiros Automáticos

São dois os principais motivos para o não funcionamento correto do sistema de sprinklers: sistema desligado e falta de manutenção. Redobre sua atenção neles!

Apresentamos dados estatísticos coletados em investigações de incêndio nos EUA. Nessa ocasião mostramos dados relacionados a falhas no sistema, ou seja, quando a edificação possuía o sistema de sprinklers, mas por algum motivo ele não funcionou.

  • Sistema Desligado

    É natural que as válvulas sejam fechadas durante a inspeção ou na manutenção do sistema. A maior parte das vezes que o sistema não funcionou foi devido ao esquecimento de ligar o conjunto de bombas ou abrir válvulas para manter o sistema pressurizado.

  • Falta de Manutenção

    Outro grande motivo do não acionamento do sistema foi a falta de manutenção.

     

    O Que Fazer para Evitar Falhas no Sistema Instalado?

    Proibir o acesso de pessoas não autorizadas às válvulas e à casa de bomba de incêndio e criar uma rotina de inspeção com frequência estabelecida. No caso de haver brigada de incêndio, estabelecer uma rotina de verificação de válvulas e bombas.

 

Publicado Originalmente em Universidade USCI – Segurança Contra Incêndio  por Fabrício Nogueira.

Leia também:
▶  TIPOS E APLICAÇÕES DE EXTINTORES DE INCÊNDIO

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Hidrantes e Mangotinhos O que são e quais são os tipos?

O que são Hidrantes e Mangotinhos?

Os hidrantes e mangotinhos são componentes do sistema fixo de combate a incêndio.

Ele é composto por um reservatório de água dedicado que é chamado de reserva técnica de incêndio; canalização fixa resistente ao fogo; conjunto de bombas de pressurização; pontos de saída de água onde ficam válvulas e conjunto de mangueiras ou mangotinhos. Próximos às saídas de água há as chamadas caixas de incêndio onde as mangueiras são ancoradas.

Esse sistema tem o objetivo de combater ou conter o incêndio até a chegada do corpo de bombeiros.

Esse artigo toma como base legal as exigências da norma ABNT NBR 13.714  e Instrução Técnica 22 (IT-22) de São Paulo, por serem as mais exigentes no Brasil, porém, você deve consultar a legislação de segurança contra incêndio e pânico do seu estado ou cidade.

Tipos de Hidrantes

Hidrantes Urbanos

Hidrantes
Hidrante Urbano

Os hidrantes urbanos são os primeiros que surgem em nossa mente quando falamos no assunto. A sua imagem é muito utilizada em filmes e desenhos animados e vemos com frequência quando caminhamos pelos grandes centros.

Esse tipo de hidrante não é de responsabilidade da edificação, mas é abastecido pela companhia de água de sua cidade.

São instalados na calçada e possuem registro que impossibilita o seu acionamento por qualquer pessoa. O corpo de bombeiros possui uma chave específica que é a principal forma de liberar o fluxo de água.

Esses hidrantes possuem uma ou mais saídas para acoplamento de mangueira de combate a incêndio.

Hidrantes de Recalque

A norma trata como dispositivo de recalque. Esse hidrante pode ser localizado em áreas externas das edificações. Normalmente são enterrados, quando na calçada, e de coluna, quando em passeio.

Esses tipos de hidrantes são de responsabilidade particular.

O objetivo principal deste dispositivo é o abastecimento da reserva técnica de incêndio (RTI) da edificação pelo caminhão de Corpo de Bombeiros nas ocasiões de emergência. Porém se um caminhão do Corpo de Bombeiro necessitar da água da reserva de uma edificação para uma emergência em outra, ele poderá fazer uso da RTI local para reabastecer. Por isso, as válvulas devem ser instaladas a fim de permitir fluxo nos dois sentidos

Os hidrantes de recalque nunca deverão ser instalados em locais de passagem de veículo ou estacionamento que obstruam o acesso.

Hidrantes Industriais

Encontramos estes com maior frequência em fábricas e parques industriais.

Trata-se de hidrantes bem específicos e calculados para combate levando em consideração vazão e pressão para proteção da edificação ou estrutura Industrial específica.

É fundamental ter hidrantes desse tipo, devido as atividades com potencial risco de incêndios graves. Estes hidrantes, são em sua maioria, de coluna e normalmente não estão dispostos com mangueiras, é necessário que a brigada de incêndio se desloque em posse das mangueiras no momento do combate.

Não há menção destes tipos de hidrantes na NBR 13.714 nem na IT-22 de SP. NBR 13.714 não se aplica a indústria petroquímica assim como a instalações de armazenagem de gases e líquidos inflamáveis.

Hidrantes de Parede

Hidrante de Parede, Hidrantes, Hidrantes e mangotinhos
Hidrante de Parede

Os hidrantes de parede são encontrados principalmente na parte interna de edificações comerciais e residenciais.

Suas saídas de água ficam posicionadas próximo às caixas de hidrantes que ficam presas na parede em uma altura padronizada pela ABNT/NBR e IT22 com o objetivo de facilitar a visualização e utilização.

As caixas de hidrante são chamadas de abrigo e é obrigatório que sejam posicionadas próximo às saídas de água. Dentro do abrigo deve conter mangueira ou mangotinhos e seus componentes.

A saída de água pode ser instalada dentro do abrigo, mas isso não é obrigatório.

Estes hidrantes  devem ser utilizados tanto por brigadistas quanto por pessoas treinadas e familiarizadas com o equipamento.

No caso de hidrantes, os abrigos possuem: uma ou duas mangueiras, chave storz e esguicho (podendo ser regulável ou não).

Os hidrantes de parede são mais comuns, porém é necessário um treinamento básico para sua utilização, pois, é um sistema que trabalha sobre uma pressão considerável. Em alguns casos, um homem adulto pode ter dificuldade em controlar a mangueira.

No momento de uso, o operador estará sobre forte ansiedade necessitando de maior cuidado com os passos a serem tomados, pois a segurança dele estará em risco.

Mangotinhos

No caso de mangotinhos, os abrigos possuem: um carretel de mangotinho e um esguicho regulável na ponta. A grande diferença é que o sistema de mangotinho fica constantemente montado, pressurizado e acoplado a canalização, sendo assim, seu uso é imediato e pode ser usado por uma pessoa com pouca experiência. Porém, não é aplicável em qualquer edificação, sendo permitido em edifícios de risco pequeno como edifícios residenciais, nesses casos, seu uso é insuperável.

Mangotinho
Mangotinho

Há estados que a sua legislação já dá a preferência ao uso de mangotinhos, é o caso do Rio Grande do Sul, por exemplo. Há autores especializados, que de forma categórica, afirmam que é inútil ter todo o sistema com altíssimas vazões e diâmetro de canalizações se o ocupante da edificação no momento necessário não souber utilizar o equipamento instalado. É melhor então dispor de sistemas mais simples. Por isso indico, sempre que for possível, a utilização de mangotinhos ao invés de hidrantes, faça-o. A sua operação oferece menor risco, maior agilidade pela sua simplicidade na operação.

A principal desvantagem técnica do uso do mangotinho é a maior perda de carga causada pelo seu esguicho regulável. Com isso há uma necessidade de maior pressão na rede.

 

Publicado Originalmente em Universidade USCI – Segurança Contra Incêndio por Fabrício Nogueira.

 

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