Porquê os carros compactos estão sendo produzidos com motor três cilindros?

Mini Cooper
Imagem: Pixabay

Existe um equívoco muito crescente entre as pessoas de que os motores de 3 cilindros são inferiores aos motores de 4 cilindros. Por isso, acredita-se fortemente que eles são adequados apenas para carros de baixo custo. No entanto, a realidade é totalmente oposta. Os motores de 3 cilindros têm funcionalidades diferentes em comparação com os motores de 4 cilindros, mas não são totalmente inferiores. A Ford usa um motor de 3 cilindros no Ecosport, por exemplo, que de forma alguma é um carro de entrada.

Por essa razão, há algo a ser dito sobre simetria e números ímpares. Enquanto os pares são fáceis de entender, fáceis de dividir e, para o cérebro humano, parecem inteiros, algo ímpar gera desconfiança. E talvez seja por isso que configurações estranhas, como um motor de três cilindros, parecem simplesmente  estranhas. Mas, no caso de automóveis, esse tipo de combinação parece ter chegado pra ficar! 

No que diz respeito ao número ímpar de cilindros, o formato de três pistões foi desprezado por muito tempo no mundo dos carros. Ter cinco cilindros sempre foi considerado sexy (principalmente porque a Audi defendeu esse formato), enquanto o único exemplo em que se podia pensar era até então a versão extensor de alcance do BMW i3. 

No entanto, isso está mudando. Acontece que alguns deles são mais do que apenas adequados – na verdade, alguns deles são preferíveis às alternativas de quatro pistão. Uma vez ridicularizados por terem baixo ruído e alta vibração, os motores de três cilindros estão aparecendo em mais carros atualmente por uma variedade de razões muito boas, como os Hb20, por exemplo. 

Neste post, saiba mais sobre os motores de três cilindros e descubra os motivos que os conduzem a fazer mais com menos! Confira a seguir:

O segredo da turboalimentação em carros compactos

A tecnologia turbo avançou muito a ponto de a cilindrada e a contagem de cilindros de um motor não ditarem necessariamente o quão poderoso ele pode ser. Os turbos são essencialmente bombas de ar que aumentam o volume de ar que um motor pode ingerir, e um motor moderno de três cilindros agora pode ser projetado para ter impulso suficiente para aumentar sua potência até os níveis de quatro cilindros. Mas por que não usar um motor de quatro cilindros maior em primeiro lugar e esquecer a complexidade de um motor de alta potência? Bem, a resposta é simples: três cilindros são mais eficientes e econômicos.

Os motores de três cilindros são leves e compactos 

Ter menos cilindros resulta em um motor que é fisicamente menor e ocupa menos espaço no carro. Isso significa que eles são mais fáceis de embalar em hatchbacks dos segmentos pequenos e leves, mesmo quando você adiciona a massa extra e o encanamento para um três em linha turboalimentado. Por que isso é desejável? Bem, algumas razões. Em primeiro lugar, o espaço já é valioso em carros pequenos, e quanto menor a pegada de um carro que precisa ser ocupada pelo trem de força, mais espaço pode ser liberado para os passageiros. Em segundo lugar, reduzir o peso do motor – normalmente o único componente mais pesado em um carro – significa que há menos massa para motivar e, portanto, uma menor demanda de potência.

Um carro mais leve com um motor menor pode parecer tão rápido quanto um carro mais pesado com um motor maior, essencialmente. É por isso que carros compactos como o Kia Picanto GT ou um Mini Cooper preto parecem tão versáteis. Além do mais é importante ressaltar que um motor mais compacto torna mais fácil para os engenheiros cumprir os regulamentos de segurança em colisões. Hoje em dia, os carros precisam de um certo espaço de esmagamento à frente e acima do motor para torná-lo seguro o suficiente em uma colisão, portanto, um motor pequeno oferece uma vantagem nisso.

Motores de três cilindros são mais baratos de fabricar 

Ter três quartos dos pistões, bielas e válvulas como um motor de quatro cilindros significa que há uma redução proporcional no custo necessário para fabricar um trem de força de três cilindros. A economia não vem apenas da redução da quantidade de metal, mas impacta no bolso do consumidor final, como é o caso do excelente valor do Fiat Argo, por exemplo. A decisão por um motor de três cilindros oferece mais do que número reduzido de operações necessárias para fazer e instalar esses componentes nos chãos de fábrica, como também o tempo da máquina quanto no trabalho humano, e quando você está construindo carros às centenas de milhares de unidades, mesmo uma economia de alguns segundos por motor resulta em um quantidade considerável ao longo de uma execução de produção completa. Como diz o velho ditado, tempo é dinheiro. Isso libera capital para colocar mais tecnologia no carro, usar materiais mais caros ou simplesmente construir o carro com menor custo e entregar um produto com preço mais competitivo.

Os motores de três cilindros são eficientes 

Outro benefício de ter menos peças móveis e menos peso é que os motores de três cilindros são geralmente mais eficientes do que os de quatro cilindros de tamanho equivalente. Menos atrito interno é gerado porque há menos coisas girando e deslizando dentro do cárter, e o peso mais leve do motor significa que menos energia precisa ser gasta para mover a mesma distância. É uma situação em que todos ganham.

Motor de 3 cilindros vs Motor de 4 cilindros: o que os diferencia? 

Por mais óbvio que seja, a principal diferença entre um motor de 3 e 4 cilindros é o número de cilindros. Mas isso não é tudo. Por causa do número de cilindros, um de 3 cilindros tem uma ordem de disparo muito diferente para manter o equilíbrio. No caso de um motor de 4 cilindros, a potência é gerada a cada rotação de 90 graus do virabrequim. Em um cilindro de 3, entretanto, a energia é gerada a cada 120 graus. Devido a tais variações, um motor de 3 cilindros apresenta características drasticamente diferentes em comparação a um motor de 4 cilindros.

Além do mais, um motor de 3 cilindros é muito mais econômico em comparação a um motor de 4 cilindros do mesmo tamanho. Isso se deve a dois fatores primários, perdas por atrito reduzidas e peso mais leve. Como há um cilindro a menos, as perdas por atrito causadas por superfícies de metal que entram em contato com o bloco do motor são menores. Isso basicamente se traduz em mais produção de força com menos combustível. 

Gostou destas dicas sobre os motivos que tornam os carros de três cilindros uma nova tendência mundial? Aproveite que você conheceu esta curiosidade e compartilhe este post em suas redes sociais!


Por Que é Importante a Proteção Contra Incêndios

Regulamentos antifogo, proteção humana e contenção de incêndios

Os sistemas de proteção contra incêndios podem salvar vidas e conter os danos sofridos por um edifício durante um incêndio.

Eles também são uma exigência legal de acordo com a NBR 6479 para aplicações em aberturas e passagens de tubulações plásticas.

Os sistemas de proteção contra incêndios passivos foram concebidos para travar o avanço das chamas, fumaça e gases tóxicos num incêndio. 

Eles vedam os espaços nas paredes, tetos e pavimentos resultantes de penetrações de tubos, cabos e juntas em áreas corta-fogo.

Portanto, é importante incluir uma proteção contra incêndios passiva – sistemas antifogo – em qualquer projeto de construção, desde o início de um projeto.

IMPORTÂNCIA DE COMPARTIMENTAÇÃO ANTIFOGO

COMO PROJETAR UM SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS EFICIENTE

Os sistemas de proteção contra incêndios passivos foram concebidos para evitar que chamas, fumaça e gases tóxicos se espalhem por um edifício através de vãos em paredes, tetos e pavimentos corta-fogo.

Se houver uma fuga num desses espaços, o sistema de proteção contra incêndios já não é eficiente.

Por isso, durante a concepção de sistemas de proteção contra incêndios é importante usar várias soluções antifogo e não apenas um produto. Isso irá ajudá-lo a:

  • Garantir que todos os intervalos numa área corta-fogo estão tapados e que essas penetrações funcionam em conjunto para travar o avanço do fogo.
  • Encontrar produtos antifogo, adaptáveis a um vasto leque de tamanhos e formas de cabos, tubos, juntas e furos de penetração.

MELHORAR O DESEMPENHO DO EDIFÍCIO COM SOLUÇÕES ANTIFOGO

Com os produtos antifogo pode-se melhorar as estruturas do edifício, assim como protegê-los contra incêndios. Além da proteção contra incêndios ETA e UL, podem melhorar:

  • A acústica do edifício – ao tapar aberturas, que também permitem a passagem do som.
  • O movimento do edifício – que podem minimizar os impactos após terramotos, o movimento térmico dos sistemas de tubos e os desvios estruturais ou de vibrações em instalações industriais.
  • Proteger os edifícios contra o bolor e o mofo – pois esses produtos são resistentes ao bolor e ao mofo, o que pode ser particularmente útil quando utilizado como vedante entre ambientes ou em fachadas.
  • Respeitar a certificação LEED e BREEAM para construções ecológicas.

CONHEÇA OS PRODUTOS FIRESTOP

Produtos da Linha Firestop da Hilti para Compartimentação e Proteção Passiva

O fabricante Hilti, oferece uma ampla gama de produtos de compartimentação de fogo compatíveis com as normas, e suporte técnico para ajudar especificar sistemas de compartimentação de fogo.

O escritório  de projetos de edificações, Vieira Santos Engenharia Integrada, possui todo o conhecimento técnico para integrar as soluções de compartimentação de fogo no desenvolvimento de projetos complementares de instalações prediais.

Leia também:
Lei Kiss, Prevenção e Combate à Incêndios

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS EM AMBIENTES CORPORATIVOS

▶ TIPOS E APLICAÇÕES DE EXTINTORES DE INCÊNDIO

▶ Chuveiros Automáticos ou Sprinklers… O que são?

Maiores informações sobre produtos de compartimentação do fogo:

Sistema de Proteção contra Incêndios

Acompanhe nossas redes sociais:
▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

Israel revela planos de passar 100% dos veículos para elétricos até 2030

“A partir de 2030, os moradores de Israel não poderão mais comprar carros movidos a gasolina ou diesel, anunciou o governo israelense. Em vez disso, apenas carros elétricos estarão disponíveis para compra. É parte de um plano mais amplo para tirar Israel da dependência na gasolina, no diesel e no carvão, e dará início a uma “massa crítica” destinada a desviar o mercado automotivo local das vendas de carros da ICE. “

Qual é o aprendizado aqui? É que os governos desempenharão um papel enorme na transição do veículos à combustão para veículos elétricos nos próximos 10 a 15 anos. Países inteiros, como Israel, estão exigindo proibições futuras de veículos à gasolina e diesel, e um compromisso de se tornarem elétrico no longo prazo. 

Leia mais sobre em: https://thedriven.io/2018/10/10/israel-unveils-plans-to-go-100-per-cent-electric-by-2030/

Quer saber mais sobre carros elétricos?  Leia em: http://blogdosengenheiros.com.br/o-futuro-dos-veiculos-eletricos/

Acompanhe nossas redes sociais:
▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

Placas de Energia Solar: Escolha Inteligente e Sustentável

Por que a inclusão de placas de energia solar no projeto de edifícios empresariais pode ser uma escolha inteligente?

Independente do setor, a responsabilidade com os fatores sustentáveis é algo que precisa ser levado a sério. No âmbito da construção civil não é diferente, uma vez que uma grande tendência tem feito muito sucesso no setor: a utilização da energia oriunda da luz solar.

As famosas placas fotovoltaicas são instaladas no topo das edificações a fim de produzir energia solar. A prática é rentável, uma vez que é abatida boa parcela do que seria gasto com a conta de luz no final no mês.

Para ter uma breve ideia, de acordo com um relatório recente da Agência Internacional de Energia, o segmento de energia solar é o que mais adiciona capacidade de geração em todo o mundo. Os dados foram publicados pelo jornal O Globo (matéria do caderno ‘Sustentabilidade’, publicada no dia 17/06/2018, por Sérgio Matsuura).

Ainda de acordo com o relatório, na China, por exemplo, já instalam placas fotovoltaicas especiais no lugar do asfalto, com o intuito de captar ainda mais luz solar.

Por essa razão, produzimos este conteúdo especial com tudo o que você precisa saber sobre este tipo de energia, seus equipamentos e processos de instalação, bem como a rentabilidade e sustentabilidade que ele proporciona na Construção Civil.

Tecnologia atrelada ao desenvolvimento

A energia solar está em constante crescimento e aprimoração, assim como pôde ser visto na introdução deste artigo. Em meio a todas as energias de fontes alternativas, este modelo de captação é o que mais recebe investimentos todos os anos.

Nos últimos anos, as placas solares estão marcando presença não apenas nos países mais ricos, mas também naqueles que se encontram em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

Este tipo de energia é considerado limpo, uma vez que o carbono é neutralizado durante a captação.

Confira algumas vantagens da tecnologia usada para armazenar energia solar:

  • Energia praticamente inesgotável;
  • Acessível para todo mundo;
  • Ótimo custo benefício;
  • Aplicação simplificada.

A aplicação desse tipo de equipamento é simplificada, tanto para residências como para prédio comerciais. Neste último exemplo, a energia solar é mais importante ainda, pois, como se trata de um empreendimento, o fator econômico prevalece, uma vez que o valor gasto com energia elétrica é positivamente reduzido.

Aneel aprova a produção de energia renovável

Aplicações de placas fotovoltaicas em casas, apartamentos e prédios comerciais já é algo comum e legal no Brasil. De acordo com a Agência  Nacional de Energia Elétrica (Aneel), qualquer indivíduo pode gerar a própria energia elétrica de fontes alternativas (solar), assim como determina a resolução 482/2012.

Portanto, desde 2012, a medida tem estimulado a produção de painéis fotovoltaicos, pois o equipamento proporciona independência na produção energética de casas, empresas e edifícios comerciais.

Ainda cabe dizer que utilizar energia solar diminui os impactos causados ao meio ambiente, assim como o aumento no lucro, especialmente no uso em empresas.

Além de gerar energia elétrica para alimentar eletrônicos e eletrodomésticos, as placas solares também podem servir para o aquecimento de água, garantindo muito mais economia com gás e eletricidade.

Como o sistema é instalado

As placas fotovoltaicas recebem a luz solar e, neste caso, é imprescindível calcular o ângulo ideal, uma vez que a energia solar precisará ser captada com assertividade.

Sendo assim, a posição das placas deve ser de acordo com o nascente e o pôr do sol. Além disso, no início do projeto são realizadas algumas inspeções no local de instalação, para detectar se a edificação está apta a suportar a carga das placas.

Além de receber todo o equipamento, o local precisa ser acessível às futuras manutenções. Além do mais, é necessário manter a atenção voltada ao projeto elétrico da empresa ou residência. Neste sentido, o espaço precisa ser projetado para receber o desempenho tecnológico fotovoltaico.

Isso porque a tensão gerada pode ser mais elevada que o normal, assim sendo, instalações não preparadas podem não suportar a carga elétrica, gerando, até mesmo, curtos e danificando a rede.

Sistemas fotovoltaicos

Existem dois sistemas de instalação principais e cada um deles é destinado para necessidades e edificações diferentes. O primeiro sistema é o isolado, que proporciona autonomia durante o funcionamento, além de possibilitar o armazenamento de energia em baterias especiais.

A segunda modalidade, por sua vez, é ligada diretamente à rede, pois fornece energia para a concessionária de caráter público, uma vez que o consumidor recebe créditos que podem ser abatidos da conta de luz no fim do mês.

Tipo de mão de obra

Para qualquer tipo de projeto no âmbito da construção civil é mais do que necessário possuir uma mão de obra qualificada. Por conta disso, é imprescindível contar com um time de profissionais aptos à instalação do sistema fotovoltaico.

Por exemplo, para que o sistema seja ligado na rede de distribuição, é primordial ter um projeto previamente assinado por engenheiro eletricista, que entrará em contato com a fornecedora de energia, solicitando a autorização para a entrada de carga no sistema.

Ainda assim, o engenheiro deve estar presente durante toda a construção e instalação, até porque será ele o responsável por oferecer qualquer tipo de auxílio aos operadores.

É comum que, antes que os trabalhos de execução comecem, seja realizada uma visita prévia ao local para diagnosticar a situação e definir se está tudo de acordo.

Muitas das empresas que vendem as placas fotovoltaicas e os demais equipamentos não oferecem mão de obra, por isso, é recomendada a contratação de profissionais e/ou empresas especializadas para a realização desta tarefa.

Em poucas palavras, o sistema é composto pelas placas, fiações elétricas e o inversor. Este último equipamento é responsável por converter a energia elétrica CC produzida pela luz solar nas placas, em energia elétrica CA, que será distribuída para toda a edificação ou para outra finalidade.

Processo de instalação detalhado

Para realizar a instalação corretamente, o medidor de energia elétrica deve ser desligado. Neste caso, o responsável é o profissional de elétrica, que localiza e desliga o equipamento.

Posteriormente, algumas telhas são retiradas para liberar espaço aos trabalhadores que irão instalar os módulos fotovoltaicos. A cobertura deve ser recolocada de maneira correta, logo após o fim dos procedimentos.

Em seguida, os profissionais precisam construir algumas canaletas pelas quais irão passar os componentes até chegar ao inversor.

Interligações

A interligação com a distribuidora de energia precisa ser previamente avisada, uma vez que o medidor de energia será trocado. Neste cenário, o equipamento vai medir a eletricidade que entra na edificação, assim como a que sai à rede de distribuição.

O medidor de duas vias, como é chamado, servirá como o balizador entre os créditos da edificação e os débitos com a distribuidora, o que vai garantir aquele desconto no fim do mês.

Por fim, além de ser uma escolha inteligente e que não fere o meio ambiente, a utilização de energia alternativa proporciona muito mais economia e autonomia para casas, apartamentos e prédios comerciais.

Leia também:
▶  Energia Solar, como integrar em um edifício?

Acompanhe nossas redes sociais:
▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS

5 Tipos de Materiais Inovadores para uma Construção Sustentável

Recentemente, muitas empresas começaram a adotar uma série de práticas sustentáveis em suas estruturas de negócio.

O objetivo de produzir sem agredir tanto ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, agregar valor à marca da empresa por meio do reconhecimento dos clientes sobre a qualidade do seu processo de produção, tem motivado que muitos empresários se conscientizem sobre os benefícios trazidos por práticas inovadoras que causam menos prejuízos à natureza.

Adotando o uso de materiais sustentáveis em sua empresa

Em 2016, a LEGO anunciou ao público a criação de um centro próprio para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao trabalho com materiais sustentáveis, que seriam então os insumos com os quais passariam a trabalhar dali em diante.

Ou seja, a empresa passou a adotar alternativas sustentáveis para o uso do plástico em seus produtos finais, rendendo-se à prática da engenharia sustentável, e informando que quer trocar todos os plásticos à base de petróleo que usa por materiais sustentáveis até 2030.

Embora essa ainda não seja uma realidade da maioria das empresas, é possível ver uma luz no fim do túnel quando se vê uma grande empresa como a LEGO tomando esse tipo de iniciativa.

Após o anúncio oficial da LEGO, várias outras empresas do mesmo mercado ou de negócios adjacentes foram influenciadas a adotar práticas semelhantes.

Uma dessas empresas foi o Instituto Cradle to Cradle Products Innovation, que promoveu um concurso para que alguém desse a melhor resposta para o seguinte questionamento: O que realmente significa a expressão “material verde e sustentável”?.

A ideia não era que empreendedores apenas respondessem à pergunta tão emblemática, mas também que apresentassem exemplos de produtos que fossem, ao mesmo tempo, inovadores e sustentáveis.

Nesse concurso, dez empresas foram finalistas e puderam apresentar as suas ideias de produtos em um evento dedicado à discussão sobre os negócios sustentáveis que veremos no futuro.

No mesmo ano do anúncio da LEGO, em 2016, o Ministério Brasileiro do Meio Ambiente, sob a responsabilidade do governo federal, criou e disponibilizou na Internet, uma cartilha didática e esclarecedora sobre o assunto, reunindo uma equipe especializada para a criação do seu conteúdo.

Materiais Sustentáveis para Construções Inovadoras

Qualquer mercado que se utilize de matéria-prima que é retirada do meio ambiente, deve repensar as suas práticas e pensar sobre o quanto a escolha dos insumos que vem sendo utilizados no processo de produção tem beneficiado a natureza ao seu redor.

O mercado da Construção Civil não está alheio à essa realidade e precisa rever uma boa parte das práticas comuns desse mercado, como os desperdícios, as perdas frequentes e a falta de planejamento para o uso dos materiais.

A seguir, escolhemos alguns materiais que podem fazer do mercado da Construção Civil, um ambiente mais ecológico, consciente e, principalmente, sustentável.

Se você é empresário desse ramo e quer realizar construções inovadoras para se destacar no mercado, preste atenção nos materiais que serão citados a seguir:

1) Tijolo feito com resíduos de plásticos que foram retirados dos oceanos

Essa ideia veio de um neozelandês chamado Peter Lewis. Ele trabalha atualmente em uma startup americana, a ByFusion, e tinha como principal objetivo na empresa criar uma alternativa para a Construção Civil em que pudesse aproveitar os resíduos plásticos que são retirados dos oceanos.

Porém, para que a sua ideia desse certo, era fundamental que ele elaborasse um modelo de reutilização deste plástico que não permitisse que ele fosse despejado de volta para o oceano.

Pensando nisso, ele criou um tijolo que é produzido a partir de restos de plásticos, formando blocos modulares de diferentes tamanhos e densidades.

https://vimeo.com/169051076

 

2) Placas e telhas que são produzidas com material vindo de tubos de creme dental

Esse tipo de placas e telhas são vantajosas tanto para o meio ambiente, quanto para o consumidor final, pois eles são compostos de 25% de alumínio e 75% de plástico do tipo PEBD, ou seja, apresentam baixa densidade.

A característica que as torna um ótimo exemplo de materiais sustentáveis é o fato de serem totalmente oriundas de tubos de creme dental, entre outras embalagens e resíduos que são desperdiçados após o processo industrial.

3) Pneus Reciclados

A reciclagem de pneus já é uma realidade tecnológica de muitos países que viram nessa iniciativa, um grande investimento para beneficiar o meio ambiente ao seu redor, além de ser uma técnica que gera bastante reconhecimento na sociedade em geral.

Para que um pneu reciclado seja usado na Construção Civil, é preciso, antes de tudo, separar a borracha do aço. Junto com o ferro, pneus de tratores ou de caminhonetes podem ser usados, de forma a se fixarem no solo com uma estrutura feita de aço e algumas tiras da borracha. Assim, formam-se bobinas.

Atualmente, são muitos os produtos vendidos no mercado que são feitos a partir de pneu reciclado.

Ou seja, é uma realidade que ultrapassa a sugestão de utilização em construções, alcançando produtos mais comuns, como mesas, poltronas e até sapatos, como tênis e chinelos.

4) Tijolos feitos de Terra Compactada

Essa não é exatamente uma novidade no mercado da Construção Civil, mas foi ignorada por um bom tempo até ser retomada para novos empreendimentos.

O processo de fabricação do tijolo feito de terra compactada envolve uma mistura feita de terra úmida, com uma substância mais resistente como argila ou cascalho e um produto estabilizador, o concreto.

O prazo de fabricação desse tijolo é bem mais longo. Porém, ele é um tijolo ideal para o isolamento térmico e emite menos gases poluidores da natureza.

É um tijolo ecológico que ainda não conta com uma produção em larga escala, mas já existem esforços de nichos de mercado para introduzir esse produto em mercados maiores.

5) Vidros Eletrocrômicos

Essa sim é uma novidade bastante recente no mercado. Conhecidos popularmente como os Vidros Inteligentes, esse material permite controlar o tamanho do espaço que será atingido por uma iluminação solar.

Os vidros eletrocrômicos bloqueiam os raios solares e impedem o superaquecimento de um ambiente. Isso faz com que as despesas diminuam com energia elétrica, pois em um ambiente mais fresco, que receba menos radiação solar, o uso do ar condicionado costuma ser dispensado.

Os vidros inteligentes também mudam de cor de acordo com o nível da potência de energia elétrica que estão usufruindo no momento. Quando está desligado, esse vidro fica opaco. Quando ligado, transparente.

Estes foram alguns exemplos de materiais que estão sendo introduzidos na construção civil, e podem em breve, contribuir para que novos materiais e técnicas gerem mais sustentabilidade no setor, e impactem positivamente no meio ambiente.

Leia também:
▶  Telhados Verdes, uma boa opção?

Acompanhe nossas redes sociais:
▶ Facebook: https://vseng.co/face-blog-eng
▶ Instagram: https://vseng.co/insta-blog-eng

Inscreva-se no canal do parceiro Vieira Santos:
▶ vseng.co/YouTube-VS