
No século passado, os produtos e serviços de automação ficavam restritos às instalações montadas pelas indústrias. Hoje em dia, esse mesmo tipo de automação já chegou aos edifícios, constituindo uma parte importante de sua construção.
Enquanto na Europa, esse assunto já é inclusive objeto de lei, com um conjunto de normas técnicas bem estabelecidas, no Brasil, ainda não há uma norma técnica específica que regule a instalação de automação em prédios comuns.
Neste artigo, saiba mais sobre como esse tipo de produto é instalado em edificações, e também quais são as últimas novidades desse mercado que vem crescendo a cada dia.
A automação predial e as instalações elétricas
Quando uma automação é instalada em um edifício, essa instalação é feita de forma mais convencional.
O conjunto de todas as instalações que são necessárias para concluir o serviço é tratado como longos circuitos de potência, seja de iluminação ou de força, e as instalações dos respectivos sinais são linhas elétricas feitas para criar redes de comunicação entre elas.
Antes que a instalação do processo de automação seja concluída, é preciso separar os destinos das linhas elétricas, que podem ser muitos, tais como circuitos de CFTV, diversos controles de pontos de acesso, tipos de segurança patrimonial, entre outros que poderiam ser citados neste artigo.
Essa separação não é uma sugestão. Dependendo da construção, a separação é imposta e regulamentada por lei.
A NR-10 estabelece essa obrigatoriedade ao dizer que “os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como comunicação, controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente”.
Porém, apesar da imposição legislativa, é possível não seguir a essa regra geral, desde que tal descumprimento tenha finalidades específicas centradas na evolução técnica, em especial, nos necessários avanços tecnológicos.
E é por essa necessidade de rápidos avanços tecnológicos que a mesma norma técnica permite que diferentes sistemas que buscam compartilhar uma mesma linha ou o mesmo fio condutor transmitam a energia e o sinal necessários para alimentar regularmente os demais equipamentos.
Apesar dessa possibilidade, é preciso ter em mente que essas soluções técnicas facilitam a instalação da automação, já que um mesmo condutor será então usado para duas tarefas diferentes, mas que, por representarem uma fuga das normas técnicas gerais, também apresentam alguns obstáculos.
Como alimentar um dispositivo por meio de um cabo de rede de par trançado balanceado
Em qualquer instalação elétrica montada com materiais de telecomunicação, os equipamentos são alimentados através de uma rede elétrica, que são os circuitos de potência, e a transmissão de informações é então realizada por uma rede local, que fica responsável pelo repasse de sinais.
Em resumo, cada equipamento terá a sua fonte própria, sendo que esta fonte deve estar conectada a uma tomada de energia elétrica.
Uma nova solução que vem sendo aceita no mercado envolve a possibilidade de alimentar um grupo de dispositivos com um único cabo para realizar a transmissão de informações. Esse cabo é chamado de cabo de rede.
Nesse caso, a fonte de energia deve ser integrada aos equipamentos que estão ativos na rede, geralmente um switch, em uma rede destinada a comunicação.
Nesse modelo, verifica-se alguns pontos que geram maior economia no processo de geração de energia.
Essa economia pode ser percebida na quantidade de produtos que devem ser adquiridos para concluir a instalação e, principalmente, na mão-de-obra necessária para realizar esses serviços.
A prática explicada acima é conhecida no mercado como Power Over Ethernet (PoE), e foi regulamentada pela primeira vez, no ano de 2003, pelo IEEE – Institute of Electrical and Electronics Engineers.
Práticas como essa demonstram que os profissionais da Construção Civil não podem recusar os avanços da tecnologia que está disponível no mercado, tampouco ignorar as tantas possibilidades de cooperação entre os equipamentos de automação que podem ser instalados em um prédio.
