# Hospedagem sustentável: o que a engenharia de sistemas entrega

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- Published: 2017-03-07T18:44:20-03:00
- Author: Gilberto Vieira Jr

_Em empreendimentos de hospedagem, sustentabilidade não se comprova pela paisagem
nem pelo discurso comercial. Comprova-se no que a edificação consome, no que reaproveita
e no que consegue monitorar ao longo dos anos._

A hotelaria concentra, em um único ativo, usos que raramente convivem com tanta 
intensidade: ocupação variável, lavanderia, cozinha industrial, climatização contínua,
piscinas, garagens e áreas comuns em operação quase permanente. Essa combinação 
faz do setor um dos mais sensíveis ao custo de operação — e, ao mesmo tempo, um 
dos que mais se beneficiam de decisões de engenharia tomadas ainda na concepção 
do projeto.

## Sustentabilidade começa na conta de operação

Um empreendimento de hospedagem é um ativo de ciclo longo. Ao longo da vida útil,
o que pesa não é o custo de construção, e sim a operação: energia, água, manutenção
e reposição de equipamentos. É nesse ponto que as escolhas de projeto se convertem
em resultado financeiro, para melhor ou para pior.

Quando cada sistema é pensado isoladamente, o empreendimento convive com sobreposições—
climatização que compete com a ventilação, iluminação que ignora a ocupação real,
água tratada para fins que não exigiriam potabilidade. Quando os sistemas são concebidos
como uma arquitetura única, essas tensões desaparecem e sobra desempenho.

## O que a engenharia integrada resolve

Na prática, a integração se materializa em decisões concretas:

 * Reúso de águas pluviais e cinzas para fins não potáveis, reduzindo o consumo 
   de água tratada.
 * Controle de iluminação e de climatização por presença, horário e demanda, em 
   vez de operação contínua.
 * Medição setorizada de energia e de água, que permite identificar desperdício 
   por área e por horário.
 * Gestão centralizada por BMS, em protocolo aberto, com supervisão, comando e registro
   de eventos.
 * Preparação para recarga de veículos elétricos, cada vez mais exigida em empreendimentos
   novos.

Nenhum desses itens depende de tecnologia exótica. Depende de projeto, de especificação
coerente e de comissionamento — e é justamente aí que a maior parte do desperdício
é evitada ou criada.

## Certificação é consequência, não ponto de partida

Certificações ambientais como LEED e WELL não se obtêm por um item isolado. Elas
decorrem de um conjunto de decisões de projeto, especificação, execução e operação,
verificadas por terceiros. Empreendimentos que tratam a certificação como ponto 
de partida costumam chegar a ela com custo maior e resultado menor.

Há casos que mostram o caminho inverso. O Eurobusiness, em Curitiba, é apresentado
pelo Grupo Vieira Santos como o primeiro empreendimento do Sul do Brasil a alcançar
a certificação LEED Platinum, o nível máximo da classificação ambiental. O empreendimento
reúne automação predial em protocolo KNX, reúso de águas pluviais e cinzas, geração
alternativa e emergencial de energia, exaustão das garagens, CFTV, controle de acesso
e preparação para recarga de veículos elétricos — sistemas concebidos, especificados
e comissionados de forma integrada.

## O que isso significa para quem investe

Para incorporadores, investidores e gestores, a leitura é direta: sistemas prediais
não são custo complementar. São parte da estratégia de valorização e de longevidade
do ativo. Um empreendimento que mede o que consome, que registra o que acontece 
e que foi comissionado para operar como foi projetado reduz desperdício, antecipa
manutenção e sustenta melhor o seu preço ao longo do tempo.

Em hospedagem, essa diferença aparece todos os dias, na conta de energia e de água—
e na capacidade de responder a ocorrências sem improviso.

Está desenvolvendo um empreendimento de hospedagem ou avaliando a modernização de
um ativo existente? O time do Grupo Vieira Santos está à disposição para conversar
sobre a próxima etapa.
