Como planejar a construção de uma piscina?

Com o verão e calor se aproximando, muitas vezes o que queremos no nosso momento de descanso é estar dentro da “água”, e isso pode ser em uma piscina ou um spa, que tem aumentando em sua relevância.

Mas o que é preciso saber para construir uma piscina ou um spa no seu próprio quintal? É importante avaliar algumas questões e pontos-chave antes de iniciar a construção. Deve-se detalhar bem o planejamento, para que o barato não sai caro, e que a mesma seja usada para relaxar e não para trazer transtornos.

Veja quais aspectos devem ser analisados antes de construir uma piscina.

1. Por que construir uma piscina, spa ou banheira de hidromassagem?

O primeiro ponto do planejamento é saber qual é o equipamento mais adequado ao local da instalação e ao perfil das pessoas que estarão utilizando; se realmente gostariam de ter a opção de mergulhar em uma piscina agradável e refrescante, ou talvez relaxar em um spa / banheira de hidromassagem , ou os dois. E identificar se construir ou instalar a piscina ou spa é um complemento importante para a propriedade e o estilo de vida das pessoas.

2. Para que será utilizada?

Para começar, deve ser ter uma lista de razões para se instalar uma piscina e/ou um spa, e/ou uma banheira de hidromassagem. Isto deverá levar em conta o ambiente, o espaço disponível e o mais importante será os motivos das pessoas que utilizarão, se será para recreação, relaxamento, terapia, exercícios

3. Qual tipo de piscina? 

São diversos estilos que encontramos por aí, alguns que você provavelmente não tem ideia. Todos os tipos de formas, tamanhos e combinações. Este é um dos aspectos divertidos do projeto, pois se trata da pesquisar em sites, livros, revistas,  lojas de piscinas e mostras de arquitetura e decoração.
Há um design, tipo, forma e estilo de piscina para cada orçamento, gosto pessoal e tamanho do espaço disponível. Algo importante a se avaliar  são as normas técnicas, códigos municipais, regimentos de condomínios e outras diretrizes e normas que estarão se aplicando no local da instalação.

4. Qual tamanho e forma?

Se espaço disponível não é problema, é apenas uma questão de escolher um dos muitos lugares potenciais da área/lote para construir uma piscina ou um spa, e optar em colocar juntamente com um parque temático para crianças, pomares e hortas.
Para aquelas áreas/lotes menores, pode se levar em conta a criatividade, designs especiais para acomodar a piscina ou spa ao ar livre.
Neste ponto , deve se refletir no tamanho e forma da área disponivel, a logística e acessibilidade,  e o clima, para se definir se coberta ou não.
Deve se ter o cuidado de se limitar a àrea para que a mesma não seja acessada por menores desacompanhados, e para isso pode ser adotado guarda-corpo de vidro , que pode ser um aliado do design.

5. Qual o orçamento?

Os fornecedores / construtores de piscinas sempre gostam de dizer: “Há uma piscina para atender a todos os orçamentos”, que é um campo positivo, por isso é importante definir um ponto de orçamento que auxiliará na tomada de decisão pelo melhor modelo, tipo e local, e após isso detalhar o orçamento para que não acha imprevistos durante a construção do projeto da piscina ou spa/ banheira de hidromassagem.
  

6. Limpeza e manutenção, como será feito?

Ah, manutenção. Aquecedores, cloro, bromo, bombas, aspiradores de piscina, kits de teste – a lista de tarefas é infinita. Deve se ter um compromisso com o tempo e os custos mensais para manter uma piscina. 

Deve-se avaliar a contratação de um serviço mensal de manutenção da piscina para fazer o trabalho, e  isso também é um dos pontos importantes na tomada de decisão, por isso deve obter informações inteligentes sobre tudo o que se aplica na manutenção de uma piscina, spa ou banheira de hidromassagem. Tendo em vista que a piscina ou spa precisam ser mantidos e limpos regularmente. Esta avaliação ajudará a identificar a melhor escolha entre piscina ou spa. 

Também pode se contar com opções de automação que facilitam a limpeza e manutenção da piscina, e podendo serem controladas pelo celular.

7. Quando e qual o prazo de instalação?

Após a análise de todos os pontos, será que se deve executar a construção ou instalação de uma piscina ou spa / banheira de hidromassagem? Com custos de construção, manutenção e razões ambientais, pode não ser uma boa idéia avançar com um projeto de uma piscina.

Mas também pode ser uma ótima ideia, pois os benefícios serão bons, então deve se definir o melhor momento e ter em mente o prazo para execução do mesmo, o qual dependendo do modelo, formato e local escolhido pode ser de dias à meses. 

Após o planejamento, e construção aí é só aproveitar estes equipamentos para os fins propostos, e em algum momento ter um bom momento de relax.

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Energia Solar, como integrar em um edifício?

Em um ambiente, onde cada vez mais, as pessoas buscam uma vida saudável, sustentável e em harmonia com o meio ambiente, as soluções construtivas precisam seguir essa mesma tendência de se reinventarem e integrarem as inovações no processo construtivo de edificações. 

Dentre essas inovações , as energias renováveis vem se destacando , com grande ênfase para energia solar, que pode ser fotovoltaica ou térmica.

A energia solar térmica é largamente utilizada para o aquecimento de água, onde a sua produção se dá através de um sistema baseado na condução de calor, utilizando um coletor solar, que capta a energia, e um reservatório isolado termicamente, onde se encontra a água pronto para utilização de forma aquecida, podendo contar com o apoio de aquecimento à gás em regiões mais frias.

Já a energia solar fotovoltaica gera energia elétrica a partir de radiação solar, tornando-se uma possibilidade para se conseguir a auto-suficiência ou reduzir o consumo de energia da rede elétrica. As edificações que produzem energia elétrica podem estocar o excedente em baterias ou devolver esse excedente a concessionária de energia, e reutiliza-los como forma de crédito na fatura de energia elétrica.

A produção de energia solar fotovoltaica utiliza materiais que possuem células fotovoltaicas, que são capazes de gerar a energia, e a cada dia que passa surgem novos materiais capazes de gerar a energia elétrica através do sol, que podem ser integrados em um edifício.

Energia Solar, como integrar em um edifício?

Como já vimos como acontece a geração de energia elétrica através do sol, veremos em que locais e que tipos de materiais podem ser instalados para gerar a energia solar fotovoltaica em um edifício.

Podem ser instalados placas fotovoltaicas nas coberturas, telhados verdes e estacionamentos dos edifícios, dentre outros locais, mas através dos módulos mais comuns do mercado , que são os baseados em semicondutores, normalmente silício.

E podem ser instaladas e utilizadas como componentes de fachadas, ou de outra maneira integrada a construção, conhecidos assim como BIFV (Building Integrated Photovoltaics) , ou seja materiais integrados a edificação capazes de gerar energia elétrica.

Desta maneira, substituem elementos construtivos, não apenas gerando energia, mas agregando demais funcionalidades como proteção contra os raios do sol, isolamento térmico, proteção contra a chuva, sombreamento parcial de áreas, substituição de telhas, dentre outras.

O edifício da Universidade de Melbourne Alan Gilbert, localizado na Grattan Street Parkville Victoria, foi construído em 2002 com o primeiro BiPV em grande escala. As células foram laminadas no vidro, e existem 426 m2 de células policristalinas com potência de 46 kWp.

Fachada do Ed Alan Gilbert
Vista interna da fachada do Ed Alan Gilbert
As principais tecnologias de células solares para BIPV são células fotovoltaicas de silício cristalino ( a tecnologia mais utilizado no mundo para fabricar painéis solares), silício amorfo (filme fino) e outras tecnologias de filme-fino, como as células solares orgânicas (OPV).

 

Em edificações cada vez mais verticalizadas, o BIPV se tornam interessantes , pois a superfície aumenta com a altura do edifício, e além disso, a área do telhado disponível é muitas vezes reduzida devido a instalação de instalações e superestruturas, o que significa que as fachadas BIPV são de interessantes em centros urbanos de alta densidade.

O design de um sistema BIPV tende a ser um processo mais complexo do que um sistema fotovoltaico padrão. Isso é óbvio, uma vez que é necessário chegar a um consenso entre condições operacionais ótimas para o sistema fotovoltaico, o contexto arquitetônico, requisitos estruturais, economia, e considerações, requisitos e normas regulamentadas para o tipo de construção.

O mais importante é que se selecione cuidadosamente o sistema de geração, para adaptar a arquitetura e design dos elementos fotovoltaicos para se adequar aos requisitos do projeto e levar esses elementos em consideração na fase inicial do processo de planejamento de produção de energia.

O planejamento, design e implementação de um sistema integrado de geração ao edifício requer a cooperação de várias áreas nas etapas do projeto, envolvendo os especialistas do projeto elétrico, estrutural, arquitetônico e de fachada.

No entanto, algumas etapas devem ser observadas na fase planejamento , e atendidas na implementação:

  • Estratégia de design
  • Variáveis ​​ambientais
  • Multifuncionalidade
  • Sistema de construção
  • Situação da instalação
  • Estruturas de vidro
  • Projeto do módulo
  • Componentes elétricos
  • Aspectos econômicos

O uso de fontes de energia renováveis ​​em edificações tem se tornando recentemente, um dos tópicos , de construtores, arquitetos, e pessoas ligadas à construção, que tem se inclinado a considerar questões ambientais e de sustentabilidade, inclusive com a adoção de certificações nas edificações como a Leed.

E a incorporação de sistemas de energia renovável em edifícios, agora não é apenas uma necessidade de cumprir regulamentos, mas oferece a vantagem de fornecer um retorno sobre o investimento em materiais inovadores para a construção, e da fachada do edifício, que anteriormente só tinha retorno estético.

Há cada dia estaremos vendo novos materiais que se integraram aos edifícios na geração de energia estabelecendo novos padrões para arquitetura, e para a economia de energia e recursos. E isso estará ocorrendo em projetos habitacionais,  prédios de escritórios, shopping centers, estacionamentos e aeroportos, onde as fachadas estarão tendo mais de uma função, isto é , fazer engenharia de maneira integrada.

“Os edifícios com tecnologias integradas não só parecem atraentes e bonitos, mas também contribuem decisivamente para proteger nosso meio ambiente”

Integração, este deve ser o objetivo de todos os profissionais envolvidos na construção de edifícios, e a energia solar, é mais uma das tecnologias que podem ser integradas em um edifício.

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Guarda-Corpo de Vidro, é Seguro?

Os guarda-corpos fazem cada vez mais parte da arquitetura das edificações, sejam comerciais , residenciais ou residências. Os mesmos estão presentes em varandas, mezaninos, piscinas; e entre os materiais mais utilizados, além da alvenaria, estão o alumínio – com fechamento ou não em vidro – e ferro, metal passível de ser trabalhado de acordo com o desenho do arquiteto, compondo tramas mais elaboradas. E quando o assunto envolve a qualidade e critérios para o design e a produção dos guarda-corpos, a referência do mercado da construção civil é a ABNT NBR 14.718, criada em 2001 e revisada em 2008.

Foi determinante para essa última revisão em vigor, o fato de o meio técnico ter questionado a viabilidade prática de algumas determinações do texto, consideradas desnecessárias ou, mesmo, limitantes do ponto de vista do projeto e da execução.

“É o caso do corrimão dos guarda-corpos que a norma original exigia, com boa intenção, que não deveria ser plano. Essa exigência caiu”, diz a engenheira Fabiola Rago, coordenadora do grupo que elaborou o texto base da norma.

A norma revisada define que qualquer tipo de material deve incorporar cuidados, como proteção contra oxidação, atendendo às normas específicas, e nesse ponto encontramos o vidro , como um grande aliado para aplicação como guarda-corpo. Mas fica uma pergunta, o guarda-corpo de vidro, é seguro?

Neste artigo veremos os benefícios e as características do uso do vidro como o material à ser utilizado como guarda-corpo.

 “A função do guarda-corpo é garantir segurança aos usuários e seu uso só é obrigatório diante de um desnível maior do que 1m”

Luminosidade, Segurança e Interação

O guarda-corpo de vidro é uma aplicação arquitetônica que conquista cada vez mais corações e mentes. E os motivos dessa tendência são incontestáveis: transparência e luminosidade, segurança e sensação de liberdade.

Esses elementos, juntos, respondem harmoniosamente à demanda atual por maior interação com o ambiente externo, ampliando o uso de guarda-corpos de vidros para edificações em varandas de edifícios residenciais, comerciais e de uso coletivo.

As possibilidades de aplicação são muitas e variam de acordo com o sistema escolhido para a estrutura de fixação, podendo o guarda-corpo de vidro, inclusive, ser diretamente embutido no piso.

A variedade de designs também é grande, com excelentes soluções para guarda-corpos em vidros transparentes, extraclaros, coloridos, opacos, serigrafados, com PVBs funcionais ou estruturais, sempre com o rigoroso cumprimento dos requisitos de segurança e normas técnicas que prevem os tipos de vidro que podem ser utilizados como guarda-corpo, os quais devem atender a NBR 7199:2016, que trata dos requisitos dos vidros para construção civil.

Segurança

A NBR 14718:2008 (Guarda-corpos para edificações) define guarda-corpo como um “elemento construtivo de proteção, com ou sem vidro, para bordas de sacadas, escadas, rampas, mezaninos e passarelas”.

Com base nessa definição extraí-se a primeira condição dos guarda-corpos: a segurança. E esse critério vale, claro, tanto para usuários do ambiente interno, quanto para o espaço externo, no seu entorno.

A NBR 14718:2008 está em processo de revisão e o texto está prestes a entrar em consulta nacional com alterações importantes em aplicações e requisitos adicionais:

  • Terminologia e classificação.
  • Requisitos para diversas aplicações (aeroportos, terminais de transportes, instituições de ensino, hospitais, shoppings, estádios, ginásios), com altura mínima de 1,10m a partir do piso.
  • Métodos de ensaio.
  • Instalação e manutenção do projeto.

Quando o guarda-corpo prevê o uso de vidros, deve ser especificado invariavelmente um dos três tipos de vidros de segurança: laminados, laminados temperados ou duplos insulados laminados, de acordo com a NBR 7199:2016 (Vidros na construção civil — Projeto, execução e aplicações).

Com esses vidros os profissionais podem inovar em design e, dependendo do sistema de fixação e instalação, podem lançar mão também de recursos sofisticados para personalizar as edificações.

Especificação Técnica

Como elemento construtivo, o guarda-corpo é um sistema que requer engenharia e cálculos estruturais, sendo o vidro um componente desse sistema.

A especificação dos painéis de vidros do guarda-corpo deve contemplar informações importantes como geometria do vidro, espessura, apoios, carga linear e duração da carga, a fim de validar os requisitos de resistência do produto, adequados à norma técnica.

Após definir os requisitos do sistema de guarda-corpo, você pode ousar utilizando grandes dimensões de vidros, e adotando aparência e acabamentos diferenciados para a edificação.

Conjugar os diferenciais estéticos da criação com o rigor técnico das medidas de segurança é uma combinação que sempre deve ser incentivada.

Guarda-Corpo de Vidro, é Seguro?

Quando especificado de maneira adequada, seguindo os requisitos de segurança presentes na norma de guarda-corpos e de vidros, podemos afirmar que o guarda-corpo de vidro é seguro e traz grandes benefícios ao usuário permitindo a interação e ampliação entre os ambientes, e se torna um aliado estético na arquitetura das edificações.

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Você sabe o que um DPS pode fazer por você?

Provavelmente você já ouviu falar que os raios em tempestades podem provocar a queima de aparelhos elétricos e eletrônicos. Mas, por que isso acontece? Conheça um pouco mais sobre o comportamento dos raios e saiba como evitar grandes perdas com as suas consequências.

Apesar de ser essencial para a proteção das instalações elétricas, o DPS ainda é pouco utilizado pelos eletricistas na área residencial. Assim como o conhecimento das pessoas sobre a importância do DPS.

Obrigatório em quase todas as situações previstas na Abnt NBR 5410 – instalações elétricas de baixa tensão, o DPS, Dispositivo Protetor de Surto, apareceu vagamente na versão de 1997 dessa norma e se tornou compulsório na versão de 2004. 

O que são descargas atmosféricas, raios?

O raio é uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre entre as nuvens ou entre nuvem e solo. Representa perigo para as pessoas, edificações e equipamentos. Em média, de 50 a 100 descargas elétricas atingem o planeta terra a cada segundo. O Brasil é o campeão mundial de incidência de raios, registrando de 50 a 70 milhões de descargas atmosféricas por ano.

O raio pode atingir diretamente a rede elétrica, telefônica, de tv e internet causando um grande surto que é conduzido com toda a sua potência ao longo das redes transmissoras, e, sem a correta proteção, causa a queima dos mais diversos equipamentos eletrônicos conectados a elas.

Quando um raio cai a determinada distância da rede de distribuição elétrica, ele gera um campo eletromagnético que atinge a rede. O surto causado por este campo é conduzido pela rede elétrica a uma distância de até 5km do local de origem.

Em edificações com “pára-raios”, as pessoas e edifícios estão livres dos danos, mas seus bens eletroeletrônicos correm ainda mais perigo, pois quando um raio é levado ao solo, ele gera uma onda eletromagnética e ela gera surtos elétricos.

Quando um surto elétrico causado por um raio acontece, a tensão da rede pode se elevar a mais de 5000 Volts, podendo ocasionar danos aos equipamentos e até mesmo queima-los instantaneamente.

O que é o DPS e qual a sua importância nas instalações elétricas?

“O DPS tem papel fundamental em uma instalação elétrica. Ele tem a função de proteger os equipamentos eletroeletrônicos contra danos ocasionados por descargas atmosféricas e surtos de tensão oriundos da rede elétrica”  por Juarez Guerra, Finder

A NBR 5410 determina que deve ser provida proteção contra sobretensões em uma instalação alimentada por linha total ou parcialmente aérea e que se localize em regiões onde ocorram mais de 25 dias de trovoadas por ano. Levando em conta os sistemas de distribuição públicos existentes no Brasil e analisando os mapas disponíveis, é possível concluir que a maior parte das instalações elétricas está obrigada a possuir proteção contra sobretensões de acordo com as exigências da norma.

“O DPS protege os equipamentos elétricos e eletrônicos ligados à instalação contra sobretensão, por exemplo no caso de descargas atmosféricas. O DPS é tão importante como os demais dispositivos de segurança da instalação e tem seu uso obrigatório de acordo com NBR 5410” por Júlio Bortolini

O DPS já é “familiar”aos eletricistas e as pessoas?

Apesar da utilização do DPS em instalações elétricas ser obrigatória por norma desde 2004 (ABNT NBR 5410/2004 em seu item 5.4.2.1), ainda existem muitos eletricistas que desconhecem esse produto e a sua importância.

Diferente de outros dispositivos utilizados em instalações elétricas como disjuntores que você pode executar manobras (abrir e fechar), o DPS é um equipamento que tem apenas função de proteção e irá atuar somente quando houver um surto de tensão. Isso faz com que ele passe despercebido pelos eletricistas, sendo lembrado apenas quando houver dano em algum equipamento elétrico.

É comum cometerem erros na escolha e na compra de um DPS?

É muito comum os profissionais cometer erros na especificação e compra do DPS, isso ocorre principalmente por não saberem como especificar corretamente o produto. Além disso, muitos fabricantes não mostram informações técnicas do DPS de maneira clara e objetiva, o que causa confusão para os profissionais.

Informações básicas como: Classe de Proteção, Tensão Nominal/Máxima, Corrente Nominal/Máxima, Corrente de Impulso, Nível de Proteção (Up) devem constar no produto e no manual de forma clara e direta para que não haja erros de escolha.

Que cuidados deve se ter na escolha de um DPS para uma instalação?

Para dimensionar um DPS, precisamos de algumas informações específicas da instalação, como:

  • Onde o DPS será instalado? (QGBT, QD)
  • Qual o tipo de aterramento? (TT, TN-C, TN-S)
  • Quantidade de condutores? (Alimentação Trifásica, Bifásica ou Monofásica)
  • Qual a tensão nominal? (230V / 380V)
  • Tipo de estabelecimento? (depósitos de explosivos, comércio, indústria, residência)
  • Local possui para-raios?
  • Nível de tensão de suportabilidade dos equipamentos eletroeletrônicos a serem protegidos (Tensão Up).

A partir dessas informações será possível especificar:

  • Classe do DPS (I, I+II, II, III)
  • Corrente nominal de descarga e/ou corrente de impulso
  • Nível de proteção (UP)
  • Máxima Tensão de operação contínua (UC)
  • Suportabilidade a sobretensões temporárias
  • Suportabilidade à corrente de curto-circuito.
  • Além disso, quando utilizados em mais de um ponto da instalação (em cascata), os DPS devem ser selecionados levando-se em conta também sua coordenação.

Que aspectos deve-se considerar no ato da compra, para não cometer equívocos?

O eletricista, ou proprietário, deve se atentar as características técnicas principais: Classe de Proteção, Tensão Nominal/Máxima, Corrente Nominal/Máxima, Corrente de Impulso, Nível de Proteção (Up).

Outro aspecto que deve ser considerado é a qualidade do produto, ela vai determinar se haverá proteção efetiva dos equipamentos eletroeletrônicos ou não.

Um DPS de má qualidade pode colocar em risco toda a instalação elétrica, podendo ocasionar a queima dos equipamentos eletroeletrônicos e até incêndio, caso o DPS permaneça acionado depois do surto ocorrer (fechar curto-circuito entre fase-terra).

Normalmente equipamentos de melhor qualidade têm custos mais altos, assim, optar pelo produto mais barato pode sair caro!

É muito importante que na revisão das instalações elétricas, seja verificado o estado do DPS.

Há problemas no super dimensionamento e sub dimensionamento dos DPS?

Para os profissionais especificarem um DPS, é importante saber o valor da corrente máxima que ele suporta. Muitas vezes, essa informação faz com que eles optem por um modelo X (de corrente maior) ao invés do Y. Nesse caso, a intuição diz que, quanto maior a corrente suportada pelo DPS melhor! Porém isso nem sempre é verdade!

Para o equipamento protegido, é mais importante especificar o valor da tensão residual (Up) que o DPS deixa passar, do que a corrente máxima que ele suporta.

O valor da corrente máxima depende do tipo de instalação (residencial, comercial, local com risco de explosão) e do número de condutores (sistemas mono, bi ou trifásicos) e não efetivamente em maior/menor proteção dos equipamentos.

Ao comprar um DPS com corrente máxima menor, na maioria das vezes, o valor da tensão residual (Up) é menor! Assim, se economiza comprando o DPS de menor corrente e ainda ganha em proteção!

Que riscos o superdimensionamento e o subdimensionamento podem gerar na instalação?

O superdimensionamento pode ocasionar a não proteção efetiva dos equipamentos (eventual queima dependendo do surto), pois a tensão residual (Up) pode ser maior do que a máxima suportada pelo equipamento.

O subdimensionamento pode ocasionar queima do DPS e a não proteção dos equipamentos (eventual queima se houver surto). Caso o subdimensionamento esteja relacionado à tensão, ou seja, utilizar um DPS de tensão menor que a nominal, a vida útil do DPS diminuirá e, quando ele for acionado em um surto, o mesmo poderá não desacionar e ficar curto-circuitado fase e terra.

A baixa qualidade do DPS pode ocasionar incêndios?

Produtos de baixa qualidade podem ocasionar grandes problemas para a instalação, além de não proteger o equipamento, o risco de iniciar um incêndio é grande devido à baixa qualidade dos componentes internos (podem aquecer facilmente no momento de um raio e também ocasionar curto-circuito caso o varistor seja de má qualidade).

Quando se trata de proteção, utilizar marcas conhecidas no mercado, com histórico de qualidade,  é o melhor caminho para evitar problemas futuros!

Quais os erros mais comuns identificados na instalação dos DPS?

Devido à falta de conhecimento quanto ao funcionamento, é fácil encontrar DPS instalados errados. Os erros mais comuns na instalação dos DPS estão relacionados com a distância do condutor de terra, a distância entre um DPS e outro (quando usado em cascateamento) e quanto à sua localização.

Muitas vezes o DPS é ligado com cabos de terra longos, o que dificulta o escoamento da energia dissipada quando há um surto. Se a distância de um quadro de distribuição para outro for maior que 10m, é necessário utilizar outro DPS para proteger esse circuito.

Na entrada da edificação, deve ser instalado DPS de Classe I ou I+II (a depender do caso) e DPS de Classe II nos quadros de distribuição, nunca o contrário! Garantir que o fluxo de energia oriundo do surto passe primeiro pelo DPS de maior classe, garante a proteção dos equipamentos do local.

Como simplificar na escolha do DPS?

Para auxiliar na especificação e escolha do DPS correto para as instalações elétricas, deixo aqui uma dica para conferir um artigo da Finder, que conta com um exclusivo guia de DPS para você baixar.

Você sabe o que um DPS pode fazer por você?

Agora que você já sabe conhece um pouco sobre o DPS , os danos e prejuízos que os raios, surtos, e os erros de instalação podem causar aos equipamentos, você pode tirar algumas conclusões para essa pergunta.

DPS bem especificados, de um bom fabricante, e instaladores de maneira correta, podem garantir segurança as suas instalações, ao seu patrimônio, evitar custos desnecessários por danos a equipamentos elétricos e eletrônicos que são tão importantes para o seu dia-a-dia, ou seja, o DPS por mais que não seja visto, pode influenciar muito em sua vida pelo bom ou mal funcionamento.

Para proteção de sua vida, patrimônio, e de seus eletroeletrônicos contra queimas causadas por raios e surtos elétricos, utilize DPS em suas instalações elétricas!

Agradecemos a colaboração do nosso parceiro Finder com informações importantíssimas e esclarecedores sobre DPS.

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Automação Predial, o que é?

Nos dias de hoje a presença de dispositivos inteligentes em nossas vidas está nas mais diversas áreas, e nas edificações não pode ser diferentes. Por isso atualmente, tem se preocupado cada vez mais com as instalações prediais, e de um modo geral estão incorporando tecnologias de automação predial para um gerenciamento mais efetivo visando eficiência e conforto, e por consequência a redução de custos. Neste artigo iremos abordar de forma resumida o tema de automação predial.

Mas, o que é automação predial?

Automação predial é inteligência distribuída, é economia de energia, é eficiência operacional, é redução de custos. A automação predial permite a execução de rotinas e tarefas de forma automatizada, por meio da utilização de dispositivos elétricos, eletrônicos, pneumáticos, simplificando a vida diária das pessoas e proporcionado conforto, segurança e economia. Para garantir a segurança e a qualidade nessas atividades, é importante a adoção de um sistema de automação predial ou building management system (BMS) específico para as demandas de cada tipo de uso das edificações.

A automação predial é um grande aliado em edifícios que visam a sustentabilidade, e buscam certificações de suas edificações, como a Certificação LEED, e que visam integrar as tecnologias, caso, do Ed. Eurobusiness.

Tem Vantagens? 

As vantagens da adoção de tecnologias de automação predial ficam mais evidentes quando da análise de relatórios emitidos pelo sistema onde podem ser avaliados aspectos como a redução nos custos de manutenção das instalações, economia de energia, detecção rápida de avarias, maior conforto ambiental, maior eficiência na resposta a alarmes, entre outros.

Quais as funções da automação predial? 

Podemos dividir as funções de uma automação predial em dois grandes grupos:

  • Subsistemas de supervisão e controle das utilidades, que realizam o controle das instalações elétricas, de refrigeração e aquecimento, de instalações hidráulicas, de gás e controle dos transportes verticais;
  • Subsistemas de segurança, ou seja, de proteção contra incêndio, contra intrusão e a monitoração visual;

A integração possibilita que sistemas distintos trabalhem de forma conjunta e otimizada. Por exemplo, a integração do Sistema de Automação Predial ao Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio permite que na ocorrência de um evento, os sistemas de ventilação de pressurização de escada sejam acionados automaticamente e o ar-condicionado desligado. Todos esses aspectos e características garantem que a sua planta terá mais conforto, eficiência, segurança e economia. Independente do segmento de mercado, nós oferecemos soluções sob medida.

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Quais aplicações?

  • Elevadores: amplo controle e gerenciamento do sistema de elevador, garantindo maior segurança aos usuários.
  • Ar-condicionado: gerencia todo sistema de ar-condicionado proporcionando maior conforto e economia de energia.
  • Controle e Monitoramento de equipamentos: gerador, insufladores, exaustores.
  • Controle e Monitoramento de sistemas de Uso e Reuso de Águas: bombas, filtros, telhados verdes, estação de tratamento de esgoto, poços.
  • Menor consumo de energia: controle de iluminação, dimerização, controle crepuscular, sensores de utilidade para gerenciamento de energia otimizando os custos.
  • Sistemas de Recarga para Veículos Elétricos.
  • Controle e Monitoramento de MicroGeração de Energia Renovável, como solar.
  • Sistema de Detecção e Combate a Incêndio: utilizando sistemas digitais endereçáveis atendendo normas nacionais e internacionais, e aliados a detecções eficientes e sistema de combate automático a incêndio, proporcionam segurança para a edificação e principalmente aos usuários.
  • CFTV – Monitoramento por Imagem: com projetos personalizados ao tipo e uso da edificação, garante-se imagens de alta definição, integrado aos sistemas de automação.
  • Controle de Acesso: controle de acesso de veículos e pessoas, com acesso por biometria, proximidade, catracas, cadastramento e reconhecimento fácil/irís.

Veja abaixo o que a automação predial pode fazer em um hotel:

O que é necessário para implementar?

Atualmente, muitas das tecnologias desenvolvidas para automação predial já estão incorporadas de fato aos novos projetos e essa demanda do mercado, gerou a necessidade de uma infraestrutura de cabeamento capaz de suportar as atuais e novas aplicações das telecomunicações e de automação predial, devendo ser capazes de permitir o funcionamento de todos os sistemas.
O fato é que para a implantação de um projeto integrado que atenda aos requisitos destes sistemas, é necessário um planejamento prévio, um bom projeto de automação e segurança, e que a execução do projeto seja feita por especialistas. Da mesma forma, é importante para a instalação,  os teste de todos os dispositivos. Um projeto de automação predial deve prever uma estrutura capaz de suportar todos os tipos de dispositivos de automação eletroeletrônicos (sensores, atuadores, etc.), equipamentos para voz, imagens e dados. Também deve incluir igualmente todos os serviços adicionais possíveis ao nível de automação para o bem estar dos usuários da edificação.
Com essa finalidade, os projetos de automação e segurança predial passaram a ter uma grande importância, para que seja adotada uma infraestrutura baseada em normas e técnicas de cabeamento estruturado e protocolos universais, como por exemplo o KNX, que possibilita ao sistemas a expansão e  conectividade com dispositivos de diversos fabricantes; sendo capaz de atender ao crescimento das exigências e novos serviços dos usuários da edificação, possibilitando ainda a atualização tecnológica dos dispositivos constituintes.
E para exemplificar um sistema de automação predial, conheça o Eurobusiness, que conta com estas tecnologias para tornar mais eficiente sua operação.
A automação predial passou a ser sinônimo para integração e uma tendência mundial na medida em que racionaliza o uso da energia, além de proporcionar conforto e segurança para os usuários de uma edificação. Trata-se de um mercado em crescente expansão, onde existem inúmeras aplicações e produtos para facilitar as atividades do dia-a-dia visando trazer mais conforto para seus usuários.
Da função mais simples a mais complexa existe um ou mais sistemas de automação e segurança que permitem que cada ponto de uma edificação seja controlado de modo inteligente, tanto individualmente quanto em conjunto com o restante do sistema. Por esse motivo as aplicações de automação predial permitem o conforto, praticidade, eficiência e segurança.

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