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Uso eficiente da água em edificações: inovações tecnológicas

O avanço das tecnologias destinadas a melhorar o sistema hidráulico e sanitário das construções é melhor aproveitado quando conta com planejamento prévio.

Vários problemas podem surgir quando esse planejamento não é feito de forma adequada. Por isso, é preciso adotar técnicas preventivas quanto ao uso racional da água em um empreendimento.

Como planejar um edifício para um bom uso da água

O projeto inicial deve contar com o máximo de informações possíveis sobre os sistemas que serão utilizados na edificação, para garantir melhor conservação da água.

Essas informações, devem estar apoiadas em documentos que justifiquem as decisões que estão contidas no planejamento.

Além disso, o conteúdo do projeto deve ser o suficiente para que todos os profissionais que trabalham em determinada edificação, tais como os projetistas, os analistas financeiros, os contadores, os órgãos de fiscalização, dentre outros, sintam-se assegurados por essas informações.

Essa atitude servirá para que os instaladores hidráulicos optem pelo sistema que será mais favorável para o projeto.

Assim, se o sistema apresentar alguma falha, é mais provável que o erro tenha acontecido durante o planejamento, e não durante a execução.

Depois de realizar o detalhamento dos sistemas que devem ser projetados nas plantas correspondentes, é preciso que esse planejamento consiga contemplar uma definição de todos os sistemas prediais que irão compor a edificação.

O detalhamento dos sistemas prediais pode conter as possibilidades de ampliação das plantas dos ambientes sanitários e suas respectivas vistas, conhecidas popularmente como “detalhes de esgoto”.

Detalhes específicos da construção como o esquema de reservatórios, casas técnicas e poços para a drenagem também precisam ser incluídos no planejamento.

Escolhendo o melhor modelo de distribuição de água para cada edifício

Cada tipo de edifício exige um ambiente sanitário diferente. Um prédio comercial, por exemplo, não precisa das mesmas estruturas que são vistas em prédios residenciais, tais como a instalação de chuveiros, de banheiras, espaços de lavanderia, entre outros.

Os picos de utilização em prédios comerciais também são diferentes dos prédios residenciais, assim como também difere o modelo de manutenção.

Enquanto nos prédios comerciais, a manutenção é preventiva, em edifícios residenciais, a manutenção é do tipo corretiva.

Uma manutenção preventiva costuma ser mais eficiente quando se trata de economia e sustentabilidade da água, e envolve técnicas como a instalação de bombas de pressão de rotação variável, inversores de frequência, esgoto por sistema à vácuo, e dispositivos de admissão de ar no sistema de esgoto.

Outra diferença é que a medição de água em edifícios residenciais é individual, ou seja, feita por unidades de lotes, enquanto em prédios empresariais, a distribuição da água é verticalizada, com tubulações que atendem diferentes ambientes sanitários.

Em edifícios residenciais, a distribuição e respectiva medição são feitas a partir de hidrômetros individuais, onde cada um corresponde a uma casa.

O uso racional da água é mais fácil em um prédio residencial, pois em prédios comerciais, as estruturas de distribuição são criadas visando oferecer o máximo de conforto para os frequentadores do edifício.

Por isso, alinhar as estruturas de distribuição da água em prédios comerciais costuma ser um desafio maior, pois depende de que as ideias sustentáveis sejam combinadas com o conforto que se pretende para os usuários.

Técnicas para obter um uso sustentável da água

Existem algumas técnicas no mercado que podem ser adotadas para garantir um uso sustentável da água nos empreendimentos.

Um sistema conhecido como drywall, por exemplo, é uma dessas técnicas e defende que as tubulações para distribuição de água fria e quente sejam fixadas de forma adequada à planta do prédio, favorecendo os percursos verticais que tais tubulações exigem.

Nesse sistema, montantes metálicos devem ser usados para diminuir as chances de interferências físicas entre as tubulações.

Há também outro sistema de distribuição que é conhecido como “ponto a ponto”. Nesse modelo, os tubos flexíveis de cobre devem ser envolvidos em tubos de polietileno que apresentem baixa densidade.

Em ambos os sistemas, as aplicações geram resultados bastante satisfatórios para a distribuição e economia de água em um edifício.

No caso de edifícios que tenham alvenaria estrutural, a única opção possível para as tubulações de água são aquelas de blocos cerâmicos ou de concreto não estrutural que tenham a função da vedação.

Por isso, esse tipo de edifício exige que shafts sejam usados na construção, devendo ser posicionados em lugares estratégicos para uma melhor distribuição da água.

Para seguir essas recomendações, é importante que um acompanhamento seja feito por um profissional especializado. Ele poderá analisar se as opções escolhidas para obter um uso racional da água são as que melhor se adequam ao seu empreendimento.

Caso você esteja no caminho certo, continue a utilizar os conhecimentos técnicos a seu favor, criando um ambiente em que um bem tão precioso quanto a água não seja desperdiçada em seu projeto.